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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Sándor

Ele há livros...

"I am a woman: both criminal and master detective, both saint and spy, everything at once when it comes to the man I love. I'm not ashamed of it."

"Passionate souls like yours are proud and suffer greatly."

"I knew right then that it wasn't I who had decided a course of action: the action had decided me."

"I don't believe in tears. Pain is silent and sheds no tears"

"Because is not true that suffering purifies people; that we become better, wiser, more understanding in the process. We become cold and indiferent. When, for the first time in our lives, we properly understand our fate, we become calm. Calm and extraordinarily, terrifyingly lonely."

"...as I knew it, even without the words, because I did not yet have words for things in life...The right words always come too late and we pay a terrible price for them".

Melhor só em português.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Homo Sapiens

Uma pequena historia sobre quase tudo.
Para quem quer cultura geral, é um sonho tornado realidade. Se se for pesquisando á medida que se vai lendo, aumenta-se conhecimento em catadupa.
Não consegui ler em Português, coisa que atualmente prefiro, mas valeu na mesma. Demorei só 6 meses para o acabar. Em minha defesa digo que foram 6 meses muito ocupados com livros de bebés e poucas horas livres, por isso tenho uma desculpa.
Assim que der um bocado de vazão á minha atual lista de livros quero ler o novo dele, Homo Deus. Diz quem leu que também vale muito a pena.

sexta-feira, 6 de março de 2015

You only live once

Comprei este livro em Barcelona para lhe oferecer, depois de um fim de semana longe, e é maravilhoso.
Ele não achou graça nenhuma e eu adorei!
Vou comprar post-its de propósito para poder passar 2h do fim-de-semana a sublinhar e a escolher as experiências fáceis das impossíveis, colocar os países por prioridades e dar uso a este livro, que a partir de agora será chamado o livro do Euromilhoes!
Basicamente era por aqui que eu iria começar se ganhasse o Euromilhoes.

You only live once: But if you do it right, once is enough!


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Ainda há principes encantados

Roma, Fevereiro de 2010.
In Onde Reside o Amor - MRP

"A pessoa certa é aquela para quem também somos a pessoa certa. Tão simples quanto isso. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem.
O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem. (...) O príncipe encantado é o homem que nos tapa os ombros com o lençol a meio da noite quando temos frio e se levanta das 3 da manha para nos fazer chá de limão quando ficamos doentes. É aquela pessoa que tem sempre tempo para os nossos problemas. Não é o que diz "amo-te" 20 vezes ao dia, mas o que sente que nos quer amar ao longo dos próximos 20 anos. É alguém que olha todos os dias para nós, mas que também olha por nós todos os dias. Que tem paciência para os meus, os teus, os nossos filhos e ainda arranja um lugar na mesa para os filhos dos outros. Ele até pode só saber cozinhar o básico, mas faz os melhores ovos mexidos do mundo e vai à padaria num feriado. É um príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e nos faz sentir que somos mesmo importantes.
 Depois de engolir alguns sapos, há que aprender a lição e perceber que o príncipe pode estar ali mesmo, à nossa frente. É só preciso deixa-lo ficar, um dia atrás do outro...e se for mesmo ele, fica. De pedra e cal, para a vida, dê por onde der, aconteça o que acontecer."

Nessa altura era uma mera expectativa e ilusão, tentar torcer outra pessoa até ela caber na definição que achavamos ser a correcta. Não preciso de dizer quão bem essa tentativa correu, certo?
Mais certo é que as coisas acontecem quando tem de acontecer. Por sorte um dia encontramos alguém assim, alguém que vamos deixando ficar e que juntos vamos fazendo o amor crescer e crescer. Não se mede o amor (sempre disse isso), não se ama mais nem menos, ama-se. Pelo que a pessoa é (defeitos e tudo), pelo que somos com ela e pelo que sentimos quando estamos juntos.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Eu sou assim

Duas.
Sempre fui.
Leio Margarida Rebelo Pinto depois de ler Kafka e vejo A Lista de Schindler depois de ter visto o Twilight.
E interessa-me zero se uns são considerados maus/péssimos e outros obras primas.
Gosto do que me entretém e gosto do que é bom.
Duas, lá está.

E por isso estou desejosa da estreia disto:



Porque sei que vão ser duas horas bem passadas. Porque foi escrito para te identificares com uma das personagens, porque na minha vida e apesar de agora estar em versão paz, calma e amor, já estive em paixão, trocas, noites e bola para a frente venha o próximo porque o que eu gosto mesmo não está cá.
E se for ver numa noite de amigas melhor ainda, e se depois nos perdermos na conversa do passado e do "lembras-te quando" melhor ainda.
Porque recordar é viver e eu não me arrependo nem do que fui e fiz, nem do que sou e faço.

E P.S: estreia para a semana.

sábado, 1 de março de 2014

Primeiro já foi

E não posso pesquisar nada sobre isto, nem foto para por aqui, porque começo logo a ver o que vai acontecer para a frente. E não quero...normalmente lia as coisas que gostava a correr e por isso tinha de repetir a leitura (basta dizer que os primeiros 4 harry Potter li 4 vezes cada um!), agora não, leio devagar, aprecio, não me apresso.
Entrei agora no segundo livro, posso ver (finalmente) a primeira season da série.
Os livros deixam-me feliz, é pena nunca conseguir mais de 15 minutos de leitura por dia.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Livros

Lembra-se disto http://aculpanaoeminhaetua.blogspot.pt/2013/07/de-como-nao-ha-fome-sem-fartura.html

Já estão acabados há semanas, mas ainda não tinha tido tempo...

- O rastro do Jaguar
Há momentos na vida de um homem em que ele beira seus limites; é como se fosse a borda de um abismo: um passo à frente e a queda é irreversível. Mas poucos homens são capazes de reconhecer essa linha tênue quando a encontram; chegam a cair em seus abismos sem perceber; a visa se transforma, mas não se é capaz de conhecer o preciso instante em que ela começou a mudar. Assim, a maioria dos homens constrói sua vida com retalhos mais diversos, e termina-a como um manto de remendos onde é impossível reconhecer o meninos no ancião. Alguns homens, não; têm a sorte, ou o azar, de perceber e identificar cada ponto limite de suas vidas; sofrem, tremem, escolhem. São lúcidos, são homens para quem a existência é mais penosa, pagam caro a sua própria lucidez. Pierre estava em seu momento mais crucial; abandonava a sua identidade, como a cobra abandona a pele desgastada depois do inverno; mas não sabia se o verão lhe traria uma pele nova e fresca. O passo já havia sido dado; não se conhecia anda a profundidade do abismo, mas Pierre já se sentia viajando num espaço, caindo em direção ao fundo, como um meteoro nascido da explosão de estrelas distantes.

- A sombra do Vento
Olhe Daniel. O destino costuma estar ao virar da esquina. Como se fosse um gatuno, uma rameira ou um vendedor de lotaria: as suas três encarnações mais batidas. Mas o que não faz é visitas ao domicilio. É preciso ir atrás dele.

E comecei Kafka. Achei que indo a Praga fazia sentido ler alguma coisa dele et voilá:


O Processo. Numa edição de 1963.
Adoro os livros da minha avó. Adoro!

terça-feira, 30 de julho de 2013

De como não há fome sem fartura

Não ando a ler só um livro. Ando a ler dois.
É para recuperar o tempo perdido!!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

The master

"Try to learn to breathe deeply, really to taste food when you eat, and when you sleep, really to sleep.
Try as much as possible to be wholly alive with all your might, and when you laugh, laugh like hell.
And when you get angry, get good and angry.
Try to be alive.
You will be dead soon enough. "

 - Ernest Hemingway

quarta-feira, 2 de maio de 2012

MEC

"As coisas acontecem sem acontecer o pensamento nelas. A alma, o coração e a cabeça são coisas diferentes. Que se dão bem. E são amigas."
Miguel Esteves Cardoso, in Público

terça-feira, 2 de agosto de 2011

The unbearable lighteness of being

Ou melhor. A insustentavel leveza do ser - Milan Kundera


Acabei agora, não sei se adorei. Ou melhor, não adorei. Mas houve partes que me fizeram pensar, passagens que quis guardar e muitas coisas com sentido.

O fardo mais pesado esmaga-nos, verga-nos, comprime-nos contra o solo. (...) Quanto mais pesado for o fardo, mais próxima da terra se encontra a nossa vida e mais real e verdadeira é. Em contrapartida, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve que o ar, fá-lo voar, afastar-se da terra, do ser terrestre, torna-o semi-real e os seus movimentos tão livres quanto insignificantes. Que escolher, então? O peso ou a leveza?

segunda-feira, 14 de março de 2011

...

O que já está queimado não volta a arder.



A Terra Sonâmbula de Mia Couto.
Tirei daqui.

sábado, 5 de março de 2011

...

O amor não se manifesta através do desejo de fazer amor (desejo que se aplica a um número incontável de mulheres), mas através do desejo de partilhar o sono (desejo que só se sente por uma única mulher).

A insustentável leveza do ser - Milan Kundera

A mãe B. tinha razão, este livro é...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Metade


Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Oswaldo Montenegro

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Cocaine

The cocaine shot into Duncan Andrews’ antecubital vein in a concentrated bolus after having been propelled by the plunger of a syringe. Chemical alarms sounded immediately. A number of the blood cells and plasma enzymes recognized the cocaine molecules as being part of a family of compounds called alkaloids, which are manufactured by plants and include such physiologically active substances as caffeine, morphine, strychnine, and nicotine.
In a desperate but vain attempt to protect the body from this sudden invasion, plasma enzymes called cholesterases attacked the cocaine, splitting some of the foreign molecules into physiologically inert fragments. But the cocaine dose was overwhelming. Within seconds the cocaine was streaking through the right side of the heart, spreading through the lungs, and then heading out into Duncan ’s body.
The pharmacologic effects of the drug began almost instantly. Some of the cocaine molecules tumbled into the coronary arteries and began constricting them and reducing blood flow to the heart. At the same time the cocaine began to diffuse out of the coronary vessels into the extracellular fluid, bathing the hardworking heart muscle fibers. There the foreign compound began to interrupt the movement of sodium ions through the heart cells’ membranes, a critical part of the heart muscle contractile function. The result was that cardiac conductivity and contractility began to fall.
Simultaneously the cocaine molecules fanned out throughout the brain, having coursed up into the skull through the carotid arteries. Like knives through butter, the cocaine penetrated the blood brain barrier. Once inside the brain, the cocaine bathed the defenseless brain cells, pooling in spaces called synapses across which the nerve cells communicated.
Within the synapses the cocaine began to exert its most perverse effects. It became an impersonator. By an ironic twist of chemical fate, an outer portion of the cocaine molecule was erroneously recognized by the nerve cells as a neurotransmitter, either epinephrine, norepinephrine, or dopamine. Like skeleton keys, the cocaine molecules insinuated themselves into the molecular pumps responsible for absorbing these neurotransmitters, locking them, and bringing the pumps to a sudden halt.
The result was predictable. Since the reabsorption of the neurotransmitters was blocked, the neurotransmitters’ stimulative effect was preserved. And the stimulation caused the release of more neurotransmitters in an upward spiral of self-fulfilling excitation. Nerve cells that would have normally reverted to quiescence and serenity began to fire frantically.
The brain progressively brimmed with activity, particularly the pleasure centers deeply embedded below the cerebral cortex. Here dopamine was the principal neurotransmitter. With a perverse predilection the cocaine blocked the dopamine pumps, and the dopamine concentration soared. Circuits of nerve cells divinely wired to ensure the survival of the species rang with excitement and filled afferent pathways running up to the cortex with ecstatic messages.
But the pleasure centers were not the only areas of Duncan ’s brain to be affected, just some of the first. Soon the darker side of the cocaine invasion began to exert its effect. Phylogenetically older, more caudal centers of the brain involving functions like muscle coordination and the regulation of breathing began to be affected. Even the thermoregulatory area began to be stimulated, as well as the part of the brain responsible for vomiting.
Thus all was not well. In the middle of the rush of pleasurable impulses, an ominous condition was in the making. A dark cloud was forming on the horizon, auguring a horrible neurological storm. The cocaine was about to reveal its true deceitful self: a minion of death disguised in an aura of beguiling pleasure.


Cocaine - Robin Cook

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Cem anos de solidão

Acabei hoje o livro.

Foi difícil. A historia é composta. Mas tem um misticismo, e uma noção de destino, de família e de tradição que me fez adorar.
Demorei praticamente 6 meses a ler e fecha um ciclo.

A V. deu-mo num dia em que achei que o mundo todo ia desabar, entro em casa dela de olhos inchados, lenço na mão, começo a desbaratinar a contar toda a razão daquele aparato, como se tivesse morrido a família toda...falei, falei, falei, chorei, chorei, chorei, e ela na sua calma pegou no livro e disse:

V.: Toma, é para ti.
B.: 100 anos de solidão? Que apropriado V.!!!

Ela pega na caneta e escreve-me a seguinte dedicatória:"Para a minha princesa com um grande beijinho. P.S: Acredita que na vida tudo faz sentido. 27/01/2010".
E ela tem razão, até um relógio parado faz sentido duas vezes por dia.

E como todos os livros tem uma frase que marca, a deste veio nas ultimas 10 paginas (as minhas preferidas): "E sem que ele tivesse revelado que chorava de amor, ela reconheceu imediatamente o pranto mais antigo da história do homem".

Gabriel García Márquez - Cem Anos de Solidão

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Coisas que não valem a pena.


Tendo a certeza de que não vale a pena dizer mais nada, de que a vida é feita de esperas inúteis, de sonhos vãos e de dias perdidos (acho que li isto algures), de coisas que doem e de coisas que fazem rir, de amigos que eu quero manter e que ainda não sei bem como, de projectos e de coisas inesperadas...ficam aqui algumas coisas que eu tenho para dizer hoje. Mas que, e como eu nem sempre me sei exprimir como deve de ser, alguém o fez por mim e eu transcrevo!

"Here it is, your choice... it's simple, her or me, and I'm sure she is really great. But Derek, I love you...in a really, really big pretend to like your taste in music, let you eat the last piece of cheesecake, hold a radio over my head outside your window, unfortunate way that makes me hate you, love you. So pick me..., choose me, love me.
(...)
Goodbye Derek, Goodbye Meredith"
In Grey's Anatomy.



"O entendimento é um processo alquímico, nem tudo do que este é feito depende a nossa vontade. Mas para lá de tudo isto, reside uma verdade que bate qualquer argumento: A pessoa certa para nós só o pode ser se, ao olhar para nós vir a pessoa certa para ela."
In MRP - Onde reside o amor.


"Quando um coração se fecha, faz muito mais barulho que uma porta (...).
Levar com a porta na cara doí muito. Doí sempre, o dia inteiro, a todas as horas e a todos os minutos. Doí tanto que os segundos se podem tornar insuportáveis e os dias facilmente se transformam em epopeias, viagens trágico-marítimas. Doí de manha, assim que regressamos do abençoado estado de inconsciência em que o sono nos guarda, quando olhamos para o lado e perguntamos: e agora? (...) Doí quando nos lavamos, quando comemos, quando engolimos, quando respiramos, quando falamos, quando ouvimos, quando pensamos. (...) Mas o que mais doí é saber que alguém que ainda amamos, (...), nos fechou o coração. O som é igual ao de 1000 tambores em fúria: não vale a pena falar, não vale a pena escrever, não vale a pena tentar chegar ao outro lado, saltar o muro, enviar emissários, içar bandeiras, fazer cimeiras, apanhar aviões e levar na mão o nosso coração como presente porque ele já não o quer. Quando o outro coração se fecha, deixa de ser nosso (...)"
In MRP - Onde reside o amor.


"Alguém devia inventar uma tesoura para cortar laços, sobretudo quando os laços já estão cheios de nós cegos e não há volta a dar. À falta de um objecto contundente que serviria para cortar o mal pela raiz, restam os procedimentos habituais: bater com a porta, deixar de telefonar, não atender chamadas, fazer exercícios de abstracção, em suma, fechar o coração. Fechar o coração é um exercício duríssimo para quem o tem. (...) . Quem deixa um grande amor para trás carrega grilhetas tão ou mais pesadas do que aquele que fica sentado, pregado na pedra do porto, (...). Bater com a porta requer coragem, concentração e muita força de vontade. É preciso saber desistir, e hoje em dia ninguém gosta de desistir de nada, muito menos do amor, (...).
Há algum tempo que desisti de definir o amor e passei a concentrar-me em entender onde reside o amor. Isto porque acredito que o amor em si não existe, o que existe são provas de amor. Logo, essas provas podem estar à vista de todos. (...) As celebrações amorosas servem para selar o amor. Por outro lado, as rupturas amorosas não seguem preceitos nem rituais; cada um faz o melhor que sabe e aguenta-se como pode, engolindo a mágoa do conformismo ou remando contra a maré. (...) A morte de um sonho é tão triste e dolorosa como a própria morte, merece por isso o respeito e o silencio para com aqueles que sofrem. Quando alguém desiste de um amor, está também a desistir de um sonho que já acalentou. E é muito difícil desistir. Abdicar de um amor doí, e essa dor dura, demora a partir. É como viver com uma pedra encostada à garganta.
Quem quer mesmo desistir tem de conseguir cortar o mal pela raiz, antes que os laços se tornem nós à volta do pescoço e do coração. É preciso pegar na tesoura e zás, cortar sem dó nem piedade, e sobretudo sem olhar para trás(...)"
In MRP - Onde reside o amor.




P.S: "Sometimes people write what they can't say".

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Vou contar-te um segredo



"Somos o avesso um do outro. Quando duvidas, paras, e eu sigo em frente. Quando tens medo, eu tenho vontade; quando sonhas, eu pego nos teus sonhos e torno-os realidade, quando te entristeces, fechas-te numa concha e eu choro para o mundo; quando não sabes o que queres, esperas e eu escolho; quando alguém te empurra, tu foges e eu deixo-me ir.
Somos o avesso um do outro: iguais por fora, o contrário por dentro. Tu proteges-me, acalmas-me, ouves-me e ajudas-me a parar. Eu puxo por ti, sacudo-te e ajudo-te a avançar. Como duas metades teimosas, vivemos de costas voltadas um para o outro, eu sempre à espera que tu te vires e me abraces, e tu sempre à espera que a vida te traga um sinal, te aponte um caminho e escolha por ti o que não és capaz."

Margarida Rebelo Pinto

domingo, 21 de fevereiro de 2010

I just haven't met you yet


Seguindo a música linda do Michael Bublé e o último livro da MRP que li:

"Os bons rapazes não são apenas o oposto dos maus rapazes; são seres encantadores, dotados de um coração de outro. Tem bom feitio e boa onda, para eles está sempre tudo bem, ou quase. Os bons rapazes não fazem ondas por assuntos sem importância; se estão chateados pegam na prancha e vão para a praia apanhar as suas próprias ondas. Não dormem com outras mulheres porque nem sequer lhes passa pela cabeça olhar para o lado. E como não olham para o lado, também não perdem tempo com manobras de sedução paralelas, ao contrário dos caçadores furtivos, que não conseguem estar quietos, mesmo quando tem um envolvimento serio com uma mulher. Um bom rapaz é como um diamante de primeira água: por mais voltas que se dê, não se lhe descobrem impurezas. Gostam da sua cara-metade sem reservas e não tem reservas em mostrar o seu afecto: andam de mão dada na rua, dormem em concha de noite, põem a mesa e penduram a roupa, ajudam a deitar os miúdos (...)".

In Tudo bons rapazes - Onde reside o amor de MRP.

"A pessoa certa é aquela para quem também somos a pessoa certa. Tão simples quanto isso. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem. O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem. (...)
O príncipe encantado é o homem que nos tapa os ombros com o lençol a meio da noite quando temos frio e se levanta das 3 da manha para nos fazer chá de limão quando ficamos doentes. É aquela pessoa que tem sempre tempo para os nossos problemas. Não é o que diz "amo-te" 20 vezes ao dia, mas o que sente que nos quer amar ao longo dos próximos 20 anos. É alguém que olha todos os dias para nós, mas que também olha por nós todos os dias. Que tem paciência para os meus, os teus, os nossos filhos e ainda arranja um lugar na mesa para os filhos dos outros. Ele até pode só saber cozinhar o básico, mas faz os melhores ovos mexidos do mundo e vai à padaria num feriado. É um príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e nos faz sentir que somos mesmo importantes.
Depois de engolir alguns sapos, há que aprender a lição e perceber que o príncipe pode estar ali mesmo, à nossa frente. É só preciso deixa-lo ficar, um dia atrás do outro...e se for mesmo ele, fica. De pedra e cal, para a vida, dê por onde der, aconteça o que acontecer."

In Ainda há príncipes encantados - Onde reside o amor de MRP.
P.S: A imagem não foi escolhida ao acaso, pelo menos até a season 5... "Always and Forever".