domingo, 19 de março de 2017

Sobre o amor

Eventualmente terei de ensinar o meu irmão a não dar amor a quem não merece.
Tão clara é esta premissa para mim agora, que me esqueço quanto tempo levei a aprender esta lição.
Dar amor a quem não merece, não quer, ou não retribui é frustrante, infrutífero e causa maior de todo o tipo de dores e mágoas.

Neste dia do pai, ele voltou a ligar ao pai. Como senão tivessem passado quase dois anos desde que ele viu o pai pela ultima vez, como se toda a ausência nada significasse, como se toda a relação fosse casual e permanente e o telefonema no dia do pai fosse apenas mais um entre tantos. Mas não é. Não é de todo.
Depois desta semana eu própria ter falado com o senhor (por outros motivos), e durante as duas conversas ele não ter perguntado uma única vez pelo filho, temo que também o meu irmão um dia busque em pessoas que não lhe querem dar amor, o que o pai (e a mãe) lhe deviam, incondicionalmente, ter dado.

Como criança, não posso dizer que ele seja infeliz (muito pelo contrario) ou que sofra constantemente por esta ausência. Mas a pressão de ter um pai, de ser igual aos outros, de entregar o cartão do dia do pai (que nada significa), fala sempre mais alto. E é apenas no dia do pai. Nem nos anos, nem no Natal ou nenhuma outra data ele sente esta necessidade, mas o dia do pai é hoje, e foi desde que ele era pequeno, uma espécie de lembrete de que ele precisa de ter um pai e não tem. E por isso ele procura neste dia essa normalidade instituída.

Atendendo à idade dele, tudo o que posso fazer é nada. Deixa-lo perceber por ele mesmo quem está presente na vida dele e quem não está. Vou ter de deixar a adolescência vir e ir até lhe poder dar a minha opinião adulta sobre este assunto. Até lá vou ficando com lágrimas nos olhos cada vez que penso no injusto que toda a situação é. Em como todas as crianças deviam ter um pai e uma mãe que desse o mundo por eles e a realidade é que isso não acontece. Não aconteceu comigo e não aconteceu com ele.

As marcas que isso deixa, não interessa quantos anos ou terapia depois, são permanentes.
Eu aprendi a não dar amor a quem não merece da mesma maneira que aprendi que tenho que me esforçar para fazer ter aquilo que quero, à força, por uma questão de sobrevivência. Mas e como é que isso se ensina, se algum dia o tiver de fazer? Ele vai-me sempre ter a mim, e eu não tinha ninguém. Isso, para o bem e para o mal, faz toda a diferença. Por um lado, ele nunca vai estar sozinho, mas por outro e não tem necessidade de se esforçar tanto!

Inocentes os que pensam que educar, ensinar e preocupar esta só guardado para os pais. Todas essas coisas estão guardadas para quem ama, pais, irmão ou amigos.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Sarcasmos

Conheço bem as formas de sarcasmo de alguns dos meus amigos (que adoram usar sarcasmo como segunda língua). Incrível como o cérebro consegue guarda pequenos e quase imperceptíveis detalhes sobre algumas pessoas.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Post-Vacations

Fresca que nem uma alface, com o sono em dia, calma como o mar de Verão. Chama-se pos-férias e estou a adorar!

Ficam aqui alguma fotos (tiradas pelo marido) para verem quão tranquilo foi:


 





segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Sexta

Não costuma ser um dia difícil, mas esta sexta foi insuportável. A realidade a fazer das suas, com todas as preocupações e desespero habituais.
Nada que já não se tenha falado, nada que seja estranho ou que não estivesse há espera, mas quando ligam a dizer que a nossa mãe está no hospital e vocês estão a 2300 km de distancia, as coisas tem outra perspectiva. Na verdade não foi nada de especial (para o que podia ter sido!). Apenas mais uma queda, desta vez ligeiramente mais grave que o normal. Depois do relatório médico a dizer que eram apenas nódoas negras vêm as decisões...em casa sozinha, ela não pode ficar.

Um corrupio de telefonemas, pedidos de ajuda, e depois de algumas horas lá se arranjou um lar para ela ficar uns dias. A primeira vez que ela deu entrada num lar, e eu sei não será a ultima!
Doí-me o coração pensar nisso. Na altura (e como sempre), fiz o que tinha de fazer. Entro em modo "problem solve" e até ela estar a entrar a porta acompanhada pelo enfermeiros, não parei, não me desmanchei, não verti uma lágrima. Só depois, sempre depois.

Na verdade, custa-me mais o que isto significa, do que a queda em si mesma. Qualquer pessoa pode cair em qualquer lugar, mas no caso da minha mãe, esta queda |(a juntar as anteriores), é só o agravamento da gravidade, e faz-me crer que estamos a chegar ao limite. Estamos a chegar a passos largos aquela zona sem retorno, em que ela terá de estar com cuidados de saúde permanentes e dai já não há volta a dar.
E se por um lado terei um incremento substancial na minha paz de espírito, por outro o meu coração aperta-se de pensar na solidão a que a minha mãe estará sujeita. Parece que, de alguma maneira, a solidão quando estamos na nossa própria casa não é tão grande, e que se estivermos presentes (e a dar chatice) as pessoas se esquecem menos de nós. Assim que a paz de espírito de instalar e se souber que ela está bem, temo que ela fique cada vez mais sozinha.
Deus sabe que o feitio que Ele lhe deu a impede de criar laços com os outros. As pessoas ajudam porque são caridosas e tem bom coração, mas são humanas, e a minha mãe faz perder a cabeça a um santo.
Até eu, tenho dias que me esqueço que ela simplesmente é doente, sempre foi doente de espírito e de cabeça. E volto a tentar falar com ela, fazê-la perceber que a realidade dentro da cabeça dela, não é real...e após três insistências desisto. Ela vai viver para sempre no mundo dela, um mundo em que todos lhe devem tudo, em que ela só tem servos e criados. Um mundo em que ela é a Viúva Porcina da sua própria historia, aquela que faz sempre tudo certo, e todos nós somos apenas um mero acessório, um acrescento.

Mas não estou de pazes feitas com esta realidade, muito pelo contrario. Custa-me por mim e por tudo o que já passei, custa-me por ela, mas custa-me principalmente pelo meu irmão. Que no meio desta historia vai ficar com uma mãe pouco presente, já tendo um pai completamente ausente.
Ele adapta-se bem, no meio da loucura que foi uma pessoa como a minha mãe ter filhos, pelo menos adaptabilidade foi uma das qualidade que tivemos de aprender (à força) e em que somos muito bons.
O mundo pode desabar, que enquanto houver uma noite para dormir, de manha já tudo se acomodou.
O que não quer dizer que não se sinta, e que a mossa, essa, não fique lá.
Não sei como resolvo este dilema dentro de mim, ela colhe o que semeia, mas eu fico triste. Acho que vou ter de ir caminhando apenas, um passo de cada vez nessa direcção e a responsabilidade de decidir o futuro dos outros. Mais uma vez não sei o que é melhor, esperar, deixar andar e um dia deste alguma coisa realmente má acontecer, ou ser assertiva, tomar a decisão quando tiver de a tomar e talvez cedo demais. Gostava que alguém me dissesse como é que se toma esta decisão, honestamente eu não sei.
Vou confiar em mim, explicar o porquê, ouvir o conselho dos outros e pedir desculpa se errar. É isso que vou fazer.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

SO-NHO

Muito difícil quando se partilha a cama. But still!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Food for thought


Depende do que é, infelizmente há coisas na nossa vida, que fazem tanto parte do que queremos para nós, que por mais que queiramos viver sem eles (ou aprender a viver), não conseguimos. Esses são os que tem de ser resolvidos.
Depois há os outros, os que "encucamos". Não são essenciais à vida, mas por alguma razão tingem tudo à nossa volta. Normalmente não dependem de nós, mas conseguem transformar bom em mau, branco em preto. Esses são os que tem de ser esquecidos.
E a diferença é essa, o que depende de nós lutar para conseguir, mesmo que seja insubordinação da mais pura, e o que, façamos o que fizermos, não é connosco.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Nem sei!

Nem sei descrever qual é o sentimento que se abate sobre mim quando leio algumas coisas, e em especial quando essas coisas vem do mural do facebook do meu pai.
Como eu já disse ele faz parte daqueles, os outros silenciosos que votaram no Trump. E tem dias que decide colocar frases que mostram que ele concorda com o Donald. E o meu coração enraivecesse, entristecesse, e apetece-me gritar-lhe aos ouvidos. Fazê-lo entender, pelo menos a ele, que é meu pai o quão errado  ele está. Ou então bloqueá-lo, ou tecer algum comentário publico que mostre o meu desagrado.
Mas não vale a pena. Já nos envolvemos em discussões feias por causa de tópicos como racismo, homossexualidade ou machismo em geral, e a conclusão é sempre a mesma. Concordamos em discordar, porque ele não me vai mudar a mim e eu não o vou mudar a ele.
Ao mesmo tempo sinto que se não disser nada estou a ser conivente, estou a aceitar que o meu próprio pai pense assim sem dizer nada, sem lhe mostrar que ele está errado, sem lhe tentar explicar (mais uma vez) que como ele pensa não faz sentido.
Juro que estas coisas me agoniam. E que não tenho uma solução para isto, sem ser tentar não me chatear. Respirar fundo e escolher bem as minhas batalhas, há coisas contra as quais não vale a pena lutar.

Pequeno Almoço

O ritual da primeira refeição do dia foi uma das variadíssimas coisas que herdei da minha avó.
Preparar as torradas, o café (preto sem açúcar), uma fruta, água. Sentar a mesa com um livro, uma janela cheia de sol, e no caso da minha avó, o toque final seria um cigarro. Infelizmente para mim a ultima parte acabou já há uns anos, mas todo o ritual cuidado do pequeno-almoço mantêm-se intacto, pelo menos aos fins de semana.
Na verdade é a minha refeição preferida do dia, o momento em que posso estar sozinha com os meus pensamentos, alinhar o que pretendo fazer com o dia de hoje, relaxar e comer ao mesmo tempo.
Quem me tira o pequeno almoço ao fim-de-semana, tira-me muita coisa. E para mim não importa se acordo as 9h da manha ou as 13h...prefiro 1000x o pequeno-almoço ao almoço (se tiver de escolher) e começar o dia com almoço é coisa que me recuso terminantemente.

Quando estou de férias ou em Lisboa, o pequeno almoço é também a altura do dia de estar com os que mais amo. E mais uma vez me lembro da minha avó, sentada a mesa, por vezes apenas para nos fazer companhia. Quando estávamos todos na Quinta, numa correria de entra e sai, ou em casa dela, quando estávamos apenas nós as duas. Tanto pequenos-almoços que partilhamos durante os nossos 30 anos de convívio.

Não posso dizer que é só dos pequenos-almoços almoços que tenho saudades, mas também deles. Pedacinhos de vida em comum, conversa banais e ás vezes nem por isso, começos de dias que duravam eternidades. Tanto, tantos dias que nunca mais se vão repetir. Acho que são sempre poucos os dias com as pessoas que nos amam, essa é a verdade. Tão verdade como o dar quase tudo para poder repetir aquele sentimento quente no peito, só mais uma vez.

Como não posso partilhar mais pequenos-almoços com a minha avó, faço questão de os ter só para mim, e de um dia os partilhar e os mostrar também ás pessoas que mais amo. A mesa cuidada, as torradas feitas com amor a pingar manteiga, o café (com leite "porque ainda não tens idade para beber só café"). Detalhes. Só detalhes, que fazem tanta falta.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Barriguda

Os que me lêem há já algum tempo, devem imaginar pela quantidade de vezes que falo sobre este assunto, que eu luto constantemente com o meu peso.
Já foi uma luta mais renhida, já foi um peso pesado na minha auto-estima, já me preocupei muito mais em tentar estar sempre de saltos altos, maquilhagem, produção à la Hollywood do que agora. Não obstante o caminho que já percorri, o peso é, e creio que será sempre, pouco meu amigo.
E os que me conhecem sabem que eu gosto de fazer exercício físico, mas não nasci a gostar, que eu me alimento bem agora (70% das vezes), mas que adoro uma maionese com batatas fritas e que apesar de estar sempre a falar de dietas, boa alimentação e desporto, eu tenho, desde que me lembro de ser pessoa, pelo menos 8kg a mais.

E há quem me diga que não se nota, ache que sou exagerada e não veja esses 8kg em lado nenhum, mas a verdade é que, quer eu queira ou quer não, de acordo com todas as tabelas médicas, eles sempre estiveram lá. E com a idade, eu aprendi a viver até bem com eles. Aprendi a vestir-me para os disfarçar, a balançar o que gosto de comer com o que posso comer, as férias com o ir todos os dias ao ginásio, o saudável com o sabor...e apesar de tudo, o meu corpo vai-se mantendo mais ou menos no sitio com a idade.

O problema é que agora estou grávida, e sendo já esta uma fase hormonalmente descontrolada, ainda fui ficar grávida numa altura em que estava 4kg acima do meu peso habitual (que relembro para os mais distraídos já é 8kg acima do que deveria). E estar grávida é uma estrada só de ida no que a peso diz respeito, onde o ficar algumas semanas estável é o máximo que se consegue fazer. 
Claro que depois há sempre as comparações, as fotografias das outras grávidas para nos chatear, aquelas pessoas que engordaram 9kg e nem mais um, as pessoas que emagreceram, as pessoas que não engordaram e saíram do hospital com a sua roupa...

Eu confesso que sempre tive medo desta altura da minha vida. Medo, sim, porque há quase 20 anos que luto para controlar o peso, e não quero sair desta experiência sem caber no meu armário. 

Os primeiros 3 meses foram fáceis, enjoada de manha há noite, a balança nem acusou. E depois veio o natal, desgraçada. E depois voltei a portar-me bem, e este fim-de-semana estiveram cá amigos, e foi outra vez uma desgraça. E há quem me diga para esquecer e relaxar, estou grávida, não vale a pena chatear-me muito. Uma piada bem boa, porque eu sei, que se relaxar acabo esta brincadeira com 30kg a mais, mas na boa! Na boa mesmo! E por isso não posso relaxar, o que é chato, especialmente quando me dá vontade de comer. É que a questão não é nem o ter mais fome que o habitual, a questão é que, se há alguma comida que simplesmente me está a saber bem, o meu estômago não tem limites. Eu não fico cheia! Ponto.

Isto tudo para dizer o seguinte: a) não vou relaxar até ao final, o que só por si não significa nada, b) pelo caminho existem férias e Pascoa, o que torna tudo mais preocupante, e c) quero vestir a minha roupa quando voltar para casa, ou pelo menos alguma dela, vá!

Isto das hormonas já é difícil o suficiente sem eu me sentir uma baleia. Vontade de chorar (ou matar pessoas) do nada, pés inchados e um final do dia difícil (todos os dias), olheiras até meio da cara porque há noites que já não tenho posição. Digamos que o sentir-me bem comigo mesma não acontece todos os dias, especialmente agora que começo a aumentar a olhos vistos. 
E depois do parto as hormonas não vão melhorar, é o que toda a gente diz, pelo menos. Não preciso de todo de chegar a casa, e no meio da azafama que é manter uma criança viva, ainda ter de estar constantemente a pensar que vou demorar pelo menos 6 meses a perder tudo o que ganhei. Não preciso, a sério!

Posto isto, só me resta alimentar-me o melhor possível, continuar a ir ao ginásio, e rezar. Uma reza daquelas bem forte, porque só Deus sabe o que eu já penei por causa do meu peso.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

De cabeça nas férias

Falta exactamente um mês para esta barriguda estar esticada ao sol.
Mal posso esperar!!
Quero passeios, livros, boas comida e descanso.
Quero o barulho do mar, areia nos pés e sol na cara.
Quero calor, cabelo despenteado e roupa leve.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Leveza

Fascina-me o quanto algumas pessoas levam bem algumas coisas, e outras pessoas apenas andam sempre com o mundo ás costas.
Nestes últimos dias descobri mais sobre o mundo chato da hemodiálise, e descobri ainda mais sobre a maneira como encarar problemas de saúde graves.
Ter de ficar preso a uma maquina três vezes por semana durante 6h, com os braços em estado lastimável, um controlo absoluto e obrigatório de tudo o que entra pela boca e uma gestão constante deste equilíbrio entre o que entra e que sai, faria crer que o balanço com que levamos os dias iria pender, sem sombra de duvidas, mas o fundo do poço em matéria de humor e boa disposição. Mas, como pude verificar, não para algumas pessoas!

Algumas pessoas simplesmente aceitam as coisas más, gerem o dia-a-dia sem se revoltarem constantemente com os porquês, levam a vida como se coisas que os limitam não fossem nada, fossem apenas um contratempo, uma fila de transito, um pneu furado. De tal maneira que aos outros, aos que vêem de longe, até parece simples, nada de especial, um problema corriqueiro.

Enquanto isso, alguns outros de nós, com coisas facilmente resolvíveis, nos limitados a abanar os braços em desespero, a manter permanentemente a cara de frete, de "esta vida não é fácil", "não gosto do meu emprego", "tu não tens noção o trabalho que isto dá"... costas curvadas, ombros descaídos, olhar soturno e semblante carregado.

Até me dá vontade de rir quando penso no quanto somos nós, e apenas nós que transformamos as coisas naquilo que queremos. Enquanto, por este mundo a fora, uns transformam problemas sérios em trivialidades, outros passam a vida nesta competição de misérias, que nada mais são que banalidades.

Estes últimos dias foram inspiradores por isso mesmo. Por ter visto com os meus próprios olhos que uma coisa tão má, numa idade tão jovem (a minha, afinal de contas) não é final do mundo, nem pode manchar tudo o resto à volta.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Em curso

Literalmente.
Eu e a minha mania de fazer tudo quanto são cursos e de aumentar a minha formação mesmo quando não há nada que assim o exija.
A questão é, por muito trabalho que tenha, parece-me parvo estar a desperdiçar uma oportunidade de aprender qualquer coisa nova, especialmente quando me é oferecido.
Não obstante disso o curso é lento, mas lento (dai poder estar a escrever entre exercícios) e também é longe, mas longe de Amesterdão.
Mas tudo isso são coisas menos boas, que equilibram com uma coisa óptima. Eu precisava de uma pausa do meu trabalho do dia a dia. Precisava desta quebra, deste relax que é estar o dia a ouvir alguém e a fazer exercícios fáceis. De chegar perto das 17h a casa, e simplesmente me dedicar a pensar em coisas minhas.
Tempo para pensar, para fazer listas, esquemas, budjets, planos...
Podem até dizer que este curso foi perda de tempo. Eu própria estive metade da manhã a pensar que sim, mas de momento sabe bem.
Até daqui a 2 dias escritório.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Irmãos = Amor infinito

Sabes que os amor que te une aos teus irmãos é gigante, quando olhas para a fotografia do primeiro dia de trabalho deles e começas a chorar.
Sim, sister C. começou hoje a trabalhar e o meu pai enviou a fotografia dela a sair de casa para o seu primeiro dia. Andei com ela ao colo, e hoje ela vai começar a sua jornada de 40 anos (ou mais) de trabalho. Hoje deixa de ser pequenina e vai passar a ser uma mulher, a ganhar o seu dinheiro, a ser independente.
Estou tão feliz...e posso sempre culpar as hormonas por esta choradeira parva!
Porque quando temos irmãos temos amigos para sempre. Porque cresci sem eles e por isso dou-lhes ainda mais valor. Porque sou a mais velha, e por isso posso chorar quando todos começarem a trabalhar.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Não queria...

E não vou transformar isto num blog de bebés, mas juro que as hormonas estão em todo lado.
Há dias que só queremos vir a tona, nós próprias, o que sempre fomos, com conversas interessantes, ideias inovadoras e projectos novos, mas tudo se sente diferente. A gravidez tem dias que tinge tudo e já nem nos conhecemos.
Hoje tinha em mente escrever sobre um tema muito interessante (espero conseguir amanha fazê-lo), mas desde que acordei que as minhas hormonas se sentaram ao volante. O meu filho deu o seu primeiro "pulo" de crescimento e a minha barriga não cabe em lado nenhum, onde até há dois dias cabia. Hoje fiquei sem fôlego a subir um lance de escadas, hoje voltei a estar enjoada o dia inteiro, hoje deixei de conseguir encostar a barriga a mesa para mostrar um qualquer ponto de vista no computador. Hoje senti-me o dia inteiro um farrapo de pessoa, tenho que vos confessar.
Depois cheguei a casa, tentei explicar o meu marido como me sentia e desisti 2 minutos depois. A cara de "não me parece que tenhas qualquer motivo para estar chateada", fez-me dar meia volta direita a casa-de-banho onde enchi uma banheira até acima e deitei-me de molho durante 40 minutos. Não vos posso dizer que estou óptima, mas melhorei significativamente.

Não vale muito a pena tentar explicar, porque suponho que isto faça parte do processo. Também não vale a pena tentar pedir alguma empatia por uma coisa que não sei explicar...de facto está tudo óptimo, não há qualquer motivo para me estar a sentir assim, mas estou.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Sonhos

O de hoje fez-me suar.

Tinha voltado para Portugal e tive de pedir à minha antiga chefe o meu antigo emprego de volta, enquanto estava a procura de outra coisa. E pior, ela deu-mo de volta só para me poder torturar outra vez diariamente.

Acordei (para ir à casa-de-banho, claro) a suar. Não foi bom, nada bom, um stress mesmo eu diria.