Se fosse diferente, se fosse há 5 anos atrás...era ele, era ele o tal.
Quanto mais acreditarmos que somos felizes venha o que vier, menos nos preocupamos com o que há-de vir.
Moments that could be mine
sábado, 19 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Segurança
Se a insegurança é só uma desculpa que nos impede de escolher um caminho (medo, como lhe quiserem chamar), a segurança é poder chamar os bois pelos nomes, sem medo. Dizer o que se pensa e se sente cá dentro, mas que o medo (sabe Deus porquê?) impede.Gosto da segurança, da minha (tão recente) e da dos outros. Não há meias medidas quando se é seguro, não há "se calhar não", "não sei" ou "talvez".
Gosto de não ter medo, de não achar que posso estar enganada. Achei durante demasiado tempo que estava, que era louca, que via coisas onde elas não existiam. Hoje sei que não, sou louca em demasiadas coisas mas não a sentir. As coisas existiram e foram reais, palpáveis, foram momentos, foram o que foram...
Gosto de não ver medo nos outros, gosto da segurança que eles emanam, da coragem, da verdade, da autenticidade. Nunca conheci ninguém assim.
Damon: You should have met me in 1864.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Season 1 Episode 1
É o comboio..
Para quem percebe alguma coisa do que se passa, ou pelo menos mais do que o normal "estamos em crise", a vida não está nada fácil. Evito as noticias das 20h, não estou em casa a essa hora. Mas também evito as das 22h, por opção... quem não sabe é como quem não vê.No entanto, e mesmo sem querer, o link do Diário Económico salta para o meu ecrã, preferia que não o fizesse, sinceramente, mas é o hábito. Quando começo a ficar inquieta desligo, mas já vi, já sei, já não posso fazer nada.
A perna direita começa-me a tremer debaixo da mesa, frases feitas de professores, casos de Harvard, profecias económicas, livros que já li, pipocam-me na cabeça. Não gosto nada disto, não gosto mesmo nada disto.
Já ouviram falar da teoria do caos? O bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo. Juntem a isso o disturbio provocado pela propagação das ondas: As partes que se movimentam actuam sobre as partes vizinhas, transmitindo parte desse movimento e fazendo com que essas partes se afastem temporariamente de sua posição de equilíbrio.
Está tudo muito lixado.
Crossroads
Sinto-me no ar. Parece que estou a viver uma vida que não é a minha!Sinto-me desconectada das pessoas, dos amigos, da família, do trabalho. Como se nada importasse, tudo fosse irrelevante e indiferente. Ir para a direita ou para a esquerda é totalmente igual, estou perdida no meio da estrada sem saber para onde ir, nem o que quero fazer.
Depois de anos a saber exactamente o que queria (ou o quê com quem), dou por mim perdida sem este sentimento. Mau ou bom, conectava-me com a terra, com alguém, dava-me uma estrada, uma direcção, um objectivo. Não faz sentido nenhum, mas é como se a ausência da paixão (não chamo amor de propósito, porque já não sei se foi) abrisse novos caminhos por onde seguir, novas pessoas, novos problemas, e eu não faço ideia do que escolher nem que decisão tomar.
Claro que o problema não é só esse lado. Há o outro lado da minha vida que também está do avesso, que não sabe o quer, sabe só e apenas o que não quer.
A confusão reina. A alienação também. Vou sentar-me e esperar. Deixar os dias passar, estudar, dar o litro...treinar. Porque o treino é das únicas coisas que ainda me mantém os pés na terra, e deixar ir.
Confio na sorte. Tenho sorte por isso.
terça-feira, 15 de maio de 2012
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