Quanto mais acreditarmos que somos felizes venha o que vier, menos nos preocupamos com o que há-de vir.
Moments that could be mine
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Como o dia de hoje foi mau
Os momentos em que eu me desespero são os piores. E é de fases, há alturas em que acho que melhora, que está tudo finalmente bem, e depois vem o embate e afinal não. Afinal está tudo na mesma.É em vão que falo, que me chateio, que me irrito, que tento fazer-me entender, que digo como se deve fazer. É com pesar que sei que as minhas palavras são em vão, latim gasto para nada, tempo desperdiçado.
Quando estes dias vêem, volto a reviver tudo, inclusivamente a impotência.
Não podemos mudar os outros, não os podemos fazer entender. Só podemos tentar mudar, e por mais cansada que esteja infelizmente tento sempre mais uma vez. Digo sempre só mais uma vez. E nada muda, nada nunca muda.
Tenho que tentar mudar quem ainda posso. Ensinar-lhe tantas coisas que aprendi sozinha, mostrar-lhe que aconteça o que acontecer eu estou cá e rezar para que o estrago não seja grande.
Afinal eu também me safei, com uma panca ou outra mas estou viva, de boa saúde, com uma boa vida, feliz.
Não tenho filhos, não imagino quão pior este sentimento será quando os tiver, mas por agora...it's pretty bad. É como estar às escuras, a tentar arranjar soluções sem saber bem qual é a dimensão do problema, quais vão ser as consequências ou quando é que elas se vão revelar. E pior, não saber as soluções, não saber se as que arranjamos e que tardam, vão servir, vão ser suficientes, vão ser as melhores.
Sermos responsáveis por uma vida (ainda para mais sem o sermos directamente como é o meu caso) é a melhor coisa do mundo, mais cheio de luz, de vida, de felicidade quando está tudo bem, mas um desespero total quando não está.
Na minha vida...
O meu maior problema? A minha mãe.
Juro que se não fosse o meu irmão me preocupava muito menos. Estou desejosa que ele cresça, que se torne um homem e que consiga imunidade quase total como eu consegui. Mas não é fácil.
E depois querem que eu pense em ir-me embora, como? Ou o trago comigo de vez ou então não sei!
Que inferno.
Juro que se não fosse o meu irmão me preocupava muito menos. Estou desejosa que ele cresça, que se torne um homem e que consiga imunidade quase total como eu consegui. Mas não é fácil.
E depois querem que eu pense em ir-me embora, como? Ou o trago comigo de vez ou então não sei!
Que inferno.
heyy
The one thing you have that nobody else has is you. Your voice, your mind, your story, your vision. So write and draw and dance and build and play and dance and live as only you can. The moment that you feel that just possibly you are walking down the street naked…that’s the moment you may be starting to get it right.
Neil Gaiman
Neil Gaiman
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Pois
Cada vez estou mais parecida com o meu pai.
Desde pequena que ele me diz que a pessoa que ele mais ama no mundo é ele mesmo. E que é assim que tem de ser, que não podes amar ninguém senão te amares a ti mais, a ti primeiro.
Lembro-me que a primeira vez que ele me disse isto fiquei chocada. Se ele tem filhos e mulher, como é que se ama a ele primeiro? Mas é uma maneira de estar na vida, é a maneira de nunca nos sentirmos revoltados, obrigados ou injustiçados. Fazemos o que queremos para nós e por nós, para depois conseguimos dar aos outros.
A ideia primeiro estranha-se e depois entranha-se.
Desde pequena que ele me diz que a pessoa que ele mais ama no mundo é ele mesmo. E que é assim que tem de ser, que não podes amar ninguém senão te amares a ti mais, a ti primeiro.
Lembro-me que a primeira vez que ele me disse isto fiquei chocada. Se ele tem filhos e mulher, como é que se ama a ele primeiro? Mas é uma maneira de estar na vida, é a maneira de nunca nos sentirmos revoltados, obrigados ou injustiçados. Fazemos o que queremos para nós e por nós, para depois conseguimos dar aos outros.
A ideia primeiro estranha-se e depois entranha-se.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Para pensar
If you give a little love, you can get a little love of your own.
Exemplo. Tudo na vida é gerado por exemplo...
Exemplo. Tudo na vida é gerado por exemplo...
É um fato (facto)
Portanto, queira ou não queira vou ter de passar a usar o novo acordo ortográfico. Ache ou não absurdo esta dita simplificação do Português, não vou ter hipótese.
Tenho 1h de formação para desaprender tudo o que aprendi nos 12 anos que tive de Língua Portuguesa e passar a escrever em versão simplex.
Só me irrita. Mas hoje é Segunda, hoje também tudo me irrita, mas nada sem razão...
(Fato ou facto é a mesma coisa?! Mas quão ridiculo é isto?!)
domingo, 2 de dezembro de 2012
One more episode
"A love that consumes you"...é paixão. E paixão é bom, quente, arde no corpo, na pele, na alma.
A paixão vem dos filmes e das novelas, desde que somos pequenos. Todos queremos, suspiramos, ansiamos por um sentimento assim, maior que nós, que nos tire o sossego e o ar, que nos transporte para outro lado e nos vire ao contrario.
O que acontece é que paixões destas não se vivem na vida real, ou não pelo menos durante muito tempo. Seria impossível o ser humano ter tamanha dose de sentimentos e adrenalina durante muito tempo, o coração não aguentaria. O problema é sabermos aceitar que a paixão desaparece. Que ela vem, queima, doí, anseia, revira, mas depois naturalmente desaparece e fica o real. E o real pode ser tão bom ou melhor que paixão, pode ser amor e durar, ou o real pode ser incompatível, e uma desilusão permanente.
Mas um amor que nos consuma a alma...continua, com ou sem problemas, a ser tudo aquilo que queremos. É épico, vem dos livros, já não é de agora.
A paixão vem dos filmes e das novelas, desde que somos pequenos. Todos queremos, suspiramos, ansiamos por um sentimento assim, maior que nós, que nos tire o sossego e o ar, que nos transporte para outro lado e nos vire ao contrario.
O que acontece é que paixões destas não se vivem na vida real, ou não pelo menos durante muito tempo. Seria impossível o ser humano ter tamanha dose de sentimentos e adrenalina durante muito tempo, o coração não aguentaria. O problema é sabermos aceitar que a paixão desaparece. Que ela vem, queima, doí, anseia, revira, mas depois naturalmente desaparece e fica o real. E o real pode ser tão bom ou melhor que paixão, pode ser amor e durar, ou o real pode ser incompatível, e uma desilusão permanente.
Mas um amor que nos consuma a alma...continua, com ou sem problemas, a ser tudo aquilo que queremos. É épico, vem dos livros, já não é de agora.
sábado, 1 de dezembro de 2012
Talvez.
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