Há um dia em que tens de te sentar á frente do computador e escrever no Google "Lares".
Hoje é esse dia.
E por mais que possa parecer antecipado, por mais que não queiras nem pensar como vai ser esse dia, a responsabilidade de teres de ser tu a cuidar, é maior do que o não quereres fazer. Quando mais cedo pensar nisso, maior a probabilidade de arranjar um sitio melhor, e isso é o mais importante!
E porque eu faço sempre aquilo que tenho de fazer, e preparo-me com toda a antecedência possível para sofrer o menos que conseguir, ainda não deitei uma lágrima (hoje!).
Estou a guarda-las para quando for a Lisboa.
Quanto mais acreditarmos que somos felizes venha o que vier, menos nos preocupamos com o que há-de vir.
Moments that could be mine
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Frustante
É lutarmos por uma causa com todas as nossas forças, e virarmos-nos ao contrario para arranjar soluções e ir buscar recursos onde eles não existem...e no fim, nada resultar.
Eu quero acreditar que a sorte vai ajudar, que vou conseguir que o meu irmão mude, que cresça, que estude. E depois há dias em que parece tudo perdido...ele vai chumbar ano após ano, e vai tornar-se numa versão pior do que a minha mãe. Muito pior!
Já não sei o que fazer. É um desespero! Uma vida estragada por causa de uma mãe irresponsável. Bem...não há-de ser o primeiro e não será o ultimo.
Devia tentar não me importar tanto, deixar o mundo andar como tem de andar, mas é muito dificil. É tentar ser alguém que não sou. Eu importo-me e eu quero saber. E tentar ser diferente é só pior...
Eu quero acreditar que a sorte vai ajudar, que vou conseguir que o meu irmão mude, que cresça, que estude. E depois há dias em que parece tudo perdido...ele vai chumbar ano após ano, e vai tornar-se numa versão pior do que a minha mãe. Muito pior!
Já não sei o que fazer. É um desespero! Uma vida estragada por causa de uma mãe irresponsável. Bem...não há-de ser o primeiro e não será o ultimo.
Devia tentar não me importar tanto, deixar o mundo andar como tem de andar, mas é muito dificil. É tentar ser alguém que não sou. Eu importo-me e eu quero saber. E tentar ser diferente é só pior...
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
O Mundo
Sabes que o mundo é redondo, quando, num outro emprego, num outro pais e em outra lingua, te voltam a pedir para ordenares clientes por exposições.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Virus
Nesta terra curam-se sem antibiotico.
Fica em casa 5 dias a amornar e espera que passe.
E vai passar certamente, do lado dele da cama para o meu.
Ou então não. Vamos ver.
Fica em casa 5 dias a amornar e espera que passe.
E vai passar certamente, do lado dele da cama para o meu.
Ou então não. Vamos ver.
domingo, 3 de janeiro de 2016
Update da balança
Dia 1/1 a balança anda 5kg para trás!! SEMPRE!
Era bom era.
A minha tomou freio dos dentes (como diz o meu pai) e andou para a frente descontroladamente.
Ela é doida e eu comi, literalmente, tudo o que me apeteceu nos ultimos 2 meses...
There's no montain high enough...mas desta vez é bem grande.
Here we go again.
Era bom era.
A minha tomou freio dos dentes (como diz o meu pai) e andou para a frente descontroladamente.
Ela é doida e eu comi, literalmente, tudo o que me apeteceu nos ultimos 2 meses...
There's no montain high enough...mas desta vez é bem grande.
Here we go again.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
E desejos para 2016
Acima de tudo...calma!
Este próximo ano quero paz e tranquilidade e muito, muito pouco stress.
E mais:
- Aprender Holandês
- Meditar
- Começar o meu "negocio"
- Conseguir, de uma vez por todas, ganhar hábitos alimentares saudáveis (este ano foram quase 6 meses de bons hábitos, o que não chegou, de todo!)
- Acabar de decorar a minha casa
- Fazer a sister's road trip
- Ferias sem fazer nenhum
E mais umas coisinhas que permanecerão em segredo...
Vamos esperar pelo que 2016 trará. Seja o quer for, estamos vivos para receber.
Este próximo ano quero paz e tranquilidade e muito, muito pouco stress.
E mais:
- Aprender Holandês
- Meditar
- Começar o meu "negocio"
- Conseguir, de uma vez por todas, ganhar hábitos alimentares saudáveis (este ano foram quase 6 meses de bons hábitos, o que não chegou, de todo!)
- Acabar de decorar a minha casa
- Fazer a sister's road trip
- Ferias sem fazer nenhum
E mais umas coisinhas que permanecerão em segredo...
Vamos esperar pelo que 2016 trará. Seja o quer for, estamos vivos para receber.
2015 in review
O que dizer de 2015. Um ano cheio, com certeza...
2015 foi o ano em que mudei de pais. Deixei Lisboa, não para sempre, mas deixei-a. A minha cidade.
E vim morar para Amesterdão. Vim á procura de novas experiências, um trabalho mas desafiante, um salário melhor. Vim saber se me conseguia despegar, dar um passo para a frente e sair da zona de conforto. Vim provar que consigo tudo e riscar o sonho antigo de viver fora.
2015 foi o ano em que casei, e organizei um casamento. Se o dia foi maravilhoso a organização do casamento mostrou-me quão pouca paciência eu tenho para detalhes que não são importante para mim. Depois do local, do vestido, e da confirmação de presença dos que mais amo, tudo o resto passou a detalhes. O dia foi memorável e a lua-de-mel também...apesar de todos os problemas de comunicação e de hotel.
2015 foi o ano em que comprei uma casa. Sim, eu, que sempre fui totalmente contra empréstimos de uma vida, decidi comprar uma casa...em Amesterdão. Não foi uma decisão fácil, comprar uma casa aqui implica não voltar nos próximos anos e por isso demoramos muito até decidir. Muitos ficheiros de excel, muitas contas, muitas casas vistas.
E pronto. Foi só isto afinal. 3 passos muito importantes e mais umas coisinhas pequenas:
2015 foi o ano em que comecei a aprender Holandes.
2015 foi o ano em que aprendi que fazer obras em casa é um inferno
2015 foi o ano em que usei pela primeira vez uma maquina de costura e fiz bainhas a 6 cortinados
2015 foi o ano em que fui ao Ballet pela primeira vez
2015...obrigada.
2015 foi o ano em que mudei de pais. Deixei Lisboa, não para sempre, mas deixei-a. A minha cidade.
E vim morar para Amesterdão. Vim á procura de novas experiências, um trabalho mas desafiante, um salário melhor. Vim saber se me conseguia despegar, dar um passo para a frente e sair da zona de conforto. Vim provar que consigo tudo e riscar o sonho antigo de viver fora.
2015 foi o ano em que casei, e organizei um casamento. Se o dia foi maravilhoso a organização do casamento mostrou-me quão pouca paciência eu tenho para detalhes que não são importante para mim. Depois do local, do vestido, e da confirmação de presença dos que mais amo, tudo o resto passou a detalhes. O dia foi memorável e a lua-de-mel também...apesar de todos os problemas de comunicação e de hotel.
2015 foi o ano em que comprei uma casa. Sim, eu, que sempre fui totalmente contra empréstimos de uma vida, decidi comprar uma casa...em Amesterdão. Não foi uma decisão fácil, comprar uma casa aqui implica não voltar nos próximos anos e por isso demoramos muito até decidir. Muitos ficheiros de excel, muitas contas, muitas casas vistas.
E pronto. Foi só isto afinal. 3 passos muito importantes e mais umas coisinhas pequenas:
2015 foi o ano em que comecei a aprender Holandes.
2015 foi o ano em que aprendi que fazer obras em casa é um inferno
2015 foi o ano em que usei pela primeira vez uma maquina de costura e fiz bainhas a 6 cortinados
2015 foi o ano em que fui ao Ballet pela primeira vez
2015...obrigada.
A mudança
Farta, fartinha de não escrever, tendo imenso para dizer, resolvi o meu problema logístico.
Acrescentei a mim mesma outra eu.
No ultimo dia do ano de 2015, fazia sentido.
Já sabem o que se segue, right? Montes de posts e coisas novas, vou trabalhar no blog por um bocadinho agora.
Acrescentei a mim mesma outra eu.
No ultimo dia do ano de 2015, fazia sentido.
Já sabem o que se segue, right? Montes de posts e coisas novas, vou trabalhar no blog por um bocadinho agora.
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Ontem
Foi outra vez dia de Ballet.Desta vez Ballet clássico.
Giselle.
A rapariga que achou que estava a ser enganada pelo rapaz (ele só escondeu que era rico!), tentou matar-se, não conseguiu e depois morreu de ataque cardíaco.
O Darwin diria que foi a selecção natural. Eu digo, fracota.
Ela, a personagem, porque o ballet foi fenomenal.
Guincho
Ainda sobre sábado.Fui ao Guincho sim, e porque não?
Jornal debaixo do braço, pronta para me sentar na areia a ler e a apanhar sol.
Mas quando lá cheguei...era um daqueles dias.
Existem uns 15 destes no ano, dias em que o Guincho está perfeito. O sol bate nos sítios certos, o mar tem a temperatura perfeita, o vento é apenas uma suave brisa quente. Não está demasiado calor, nem frio, nem vento.
Tirei os sapatos e pus os pés na areia.
Porque não molhar os pés? Melhor, porque não dar um mergulho.
Cheguei a casa do meu pai que nem um pinto. A ausência de bikini, mais do que justificada dado estarmos em Novembro, fez com que entrasse no mar de calças. Já o tinha feito uma vez, não foi exactamente novidade. A novidade foi ser Novembro!
Tive tudo no fim de semana.
Foi memorável.
Sou feliz ao sol.
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Em Belém
Acordo às 7h, e sábado, porque?
Levar o meu irmão ao fim de semana de actividades dos escuteiros.
Cheguei a Belém as 8h e não tive nem tempo de olhar a volta. Despedidas, beijinhos, adoro-te, diverte-te.
Sento-me no carro com o coração apertadinho, nunca é tempo suficiente, nunca chega, agora só nos vemos da próxima vez!
Sacudo a tristeza, só estou na minha cidade 2 dias não vou perder tempo a pensar no quão bom seria termos uma casa aqui, vivermos aqui, termos o nosso trabalho de lá aqui...não vou!
Ligo a M80 no máximo "e pra amanhã mas podia ser para hoje...", repertório todo em português, perfeito! Lisboa é a cidade da minha vida. Cada vez mais tenho a certeza disso, cada viagem, cada tempo fora, cada passo para mais longe, só me dão mais certeza que um dia vou voltar. E Deus me ajude, mas há-de ser muito antes da idade da reforma.
Dou meia volta com o carro, vidros aberto, sorriso nos lábios e música no máximo. Estaciono e Lisboa ainda está meia adormecida, os turistas ainda são poucos, e os pasteis de Belém estão vazios.
Sento-me e falo em português. Falar a minha língua na rua, não sei descrever a sensação maravilhosa que isso é. Acredito que só quem mora fora me entende. Dia após dia, em todo lado, uma língua que não é a nossa, não é natural, tem de se pensar, parar, explicar da maneira mais simples para não haver más interpretações. O inglês sai-me cada vez mais fluido e perfeito, mas nunca vai ser a minha língua. É o holandês? Um projecto em desenvolvimento, mas acredito que, por mais anos que lá viva, não vai ser nunca a mesma coisa.
"Obrigada"...paro de escrever durante um pastel de nata. "Preciso de outro, por favor". Senão fosse estranho saía pela rua a falar português com toda gente que passasse por mim. Depois de muitos anos a amaldiçoar a gramática, e as figuras de estilo, tenho vontade de ler Os Lusíadas, poemas do Fernando Pessoa e os últimos 2 livros do Eça que ainda não li...
"Traga-me por favor 2 dúzias para levar"...vou levar pastéis de Belém para partilhar com todos.
Estou quase a chegar ao fim desta epopeia, desta última hora mágica de partilha entre mim e a minha cidade. Tenho de ir fazer compras para a minha mãe, ver como ela está, ir para Cascais. Se me despachar posso voltar a ter mais 1h com outro dos meus sítios preferidos...o Guincho.
Afinal são só 2 dias que cá estou, mas quando estou, estou inteira, e apesar das saudades, feliz com as minhas escolhas. Quando voltar prometo passar muito mais tempo contigo Lisboa, a apreciar-te e acarinhar-te. Por agora, até logo. Nunca, mas nunca adeus.
Escrito Sábado dia 7/11
Escrito Sábado dia 7/11
Subscrever:
Mensagens (Atom)

