Ela quis beija-lo para a fotografia. Porquê? Perguntou ele. Porque a beleza está nos afectos. Não só. É verdade. Mas a conjugação de tudo torna o momento perfeito. Saíram de casa depois de cada um se ter visto no espelho que têm à porta da casa de cada um deles. Ela vai gostar, ela sempre gostou de me ver de azul. Ele vai gostar, adora ver-me de cabelo solto. Um sem o outro são apenas duas pessoas bonitas. Bem arranjadas. Com pinta, até. Interessados naquilo que vêm e gostam. Noção perfeita de quem são, onde vão. Mas juntos são mais. Mas mais o quê? perfeitos? Não diria tanto. O anel dela que combina com o fato dele. O tom de pele de ambos. Os azuis na saia que completam o fato dele. E está tudo desfocado, menos eles. E aquele beijo. Ele ri, finge tombar. Agarra-a pela cintura. És minha, pensa. Pois sou, diz ela. E beija-o. Clic. Fotografia tirada
Daqui.
Quanto mais acreditarmos que somos felizes venha o que vier, menos nos preocupamos com o que há-de vir.
Moments that could be mine
segunda-feira, 25 de junho de 2012
domingo, 24 de junho de 2012
Coisas que me ocorrem.
Difícil não é casar. Toda gente casa, isso é fácil.
Difícil é encontrar aquela pessoa que nos põem o mundo de pernas para o ar, aquela que nos faz queimar a pele, que nos entende sem precisarmos de falar, que nos acalma, tranquiliza e nos faz sentir coisas que não dá para por em palavras...essa é que é difícil de encontrar.
Casar é só assinar um papel meninos. Pode querer dizer o mundo, pode não querer dizer absolutamente nada.
Sem comentários
sábado, 23 de junho de 2012
Last night
Entro no carro às 23h. Nem sei...
Enquanto o portão abre, percorro o rádio.
M80...ohhh M80.
Viajo rápido para Cascais. Demasiado rápido para o limite permitido.
Como sempre...Senão passarmos do limite, vale a pena?
A viagem não, torna-se monótona e aborrecida. A vida é demasiado curta para isso.
Que se faça alguma coisa, bom ou mau, mas que se faça. Que se explore, converse, conheça, erre, queira, faça, trema, tente, complique...
Quando a conversa é boa, ando a 70km. Quando a perna treme demasiado, paro. Nada é absoluto ou linear.
Enquanto o portão abre, percorro o rádio.
M80...ohhh M80.
Viajo rápido para Cascais. Demasiado rápido para o limite permitido.
Como sempre...Senão passarmos do limite, vale a pena?
A viagem não, torna-se monótona e aborrecida. A vida é demasiado curta para isso.
Que se faça alguma coisa, bom ou mau, mas que se faça. Que se explore, converse, conheça, erre, queira, faça, trema, tente, complique...
Quando a conversa é boa, ando a 70km. Quando a perna treme demasiado, paro. Nada é absoluto ou linear.
Me and my blog
Quero guardar tudo o que sinto, tudo, tudo. Não quero dar sentimentos a ninguém.
Não é uma forma de egoísmo, só não tenho mesmo nada para dizer. Nem pensamentos absurdos, nem frases feitas, nem resoluções absolutas. Não é frustrante, não me angustia, não me desespera, nem me deixa em ânsias. Não há nada de mau aqui. Só bom. É calmo, tranquilo e extremamente bonito. Toca no triste, só porque podia ser diferente...
Há uns meses nunca iria adivinhar que me podia sentir como me sinto agora. A verdade é que nunca me senti assim.
Afinal, mesmo sem fazer sentido, sempre arranjei alguma coisa para dizer...
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Das minhas mudanças...
Sei que estou a correr a passos largos para ser uma daquelas geeks quando olho para a minha mesa de centro e em vez disto:
Tenho isto:
Quando houver revistas de programação, ai sim, chamem alguém...
Nem dei conta da mudança.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Viagens noutros blogs #111
Why do you look so sad?
Because you speak to me in words and I look at you with feelings.
De um filme. De uma cena. Palavras valem nada. Diálogo em sintonia. É preciso o entendimento perfeito. Eu falo, tu ouves. Tu falas, eu oiço. Palavras muitas vezes sobrevalorizadas. As palavras ditas no silêncio dos afectos. Com sentimento e emoções. Vale muito. Mais, até. Talvez. Olhar com o que se quer dizer. Ouvir o que se diz no peito. Os pêlos loiros nas costas que se levantam todos devagar. Aquele arrepio que corre a espinha. Falaste-me. Sim. Eu sei, ouvi. Como? Senti. Bateu um pouco mais forte. O sangue correu por todos os locais que devia correr. Chegou ao cérebro. As gotículas transportadas transformaram-se em palavras de ausência de som. Juntas dançaram até formarem frases. Carregadas daquilo que se pensou. Beijos invisíveis que se sentem na face. Tal como os outros. Quais? Aqueles em que os lábios húmidos pousam na pele.
Because you speak to me in words and I look at you with feelings.
De um filme. De uma cena. Palavras valem nada. Diálogo em sintonia. É preciso o entendimento perfeito. Eu falo, tu ouves. Tu falas, eu oiço. Palavras muitas vezes sobrevalorizadas. As palavras ditas no silêncio dos afectos. Com sentimento e emoções. Vale muito. Mais, até. Talvez. Olhar com o que se quer dizer. Ouvir o que se diz no peito. Os pêlos loiros nas costas que se levantam todos devagar. Aquele arrepio que corre a espinha. Falaste-me. Sim. Eu sei, ouvi. Como? Senti. Bateu um pouco mais forte. O sangue correu por todos os locais que devia correr. Chegou ao cérebro. As gotículas transportadas transformaram-se em palavras de ausência de som. Juntas dançaram até formarem frases. Carregadas daquilo que se pensou. Beijos invisíveis que se sentem na face. Tal como os outros. Quais? Aqueles em que os lábios húmidos pousam na pele.
Felicidade
Tenho-me prendido ao conceito de felicidade. Não pela sua busca incessante, porque nunca achei que valesse a pena andar atrás dela, mas para tentar perceber do que é que ela e feita. Momentos. A felicidade não se espera, faz-se, todos os dias.
Tenho uma maneira simples de a descrever, provavelmente lido em algum lado (que não sei onde): A felicidade é atingida quando nos sentimos bem connosco, independente de onde estamos e com quem estamos. Apesar de todas as crenças, depende única e exclusivamente da nossa pessoa e do momento agora. Ou és feliz agora ou não vais ser quando alguma coisa acontece.
E é por isso que me irritam os momentos de felicidade obrigatória, porque fazes anos, porque é natal, porque não sei quem vai casar, porque nasceu um bebé, porque...bla bla bla. Se "tens de" estar feliz, à partida a obrigação vai transformar uma coisa natural em forçada...pode não acontecer. A mim acontece-me regularmente nos meus anos, altura em que eu só queria que não fossem os meus anos, ou no Ano Novo, em que normalmente me divirto mais na noite de dia 30, do que na de dia 31.
Afasto-me do ponto.
Se estamos onde estamos, é por alguma razão. Para onde vamos depende de nós. Não há acasos, não há destino, mesmo quando parece que há. Até alguém que ganha o Euromilhões teve que para isso jogar...
O saber que mandamos em nós, trás-nos calma, saber que a dor é temporária, que ultrapassamos, que não há nada assim tão mau que nos derrube, dá-nos paz de espírito.
E eu acredito que a felicidade é feita de paz interior, todos os dias.
Tenho uma coisa para dizer
E é só isto mesmo...
Começar o dia a ouvir asneiras dá-me cabo dos nervos.
Tenho sorte de andar ponderada, calma e sem vontadinha nenhuma de me chatear. Não me parece que esta relação vá durar, não me parece mesmo...
Começar o dia a ouvir asneiras dá-me cabo dos nervos.
Tenho sorte de andar ponderada, calma e sem vontadinha nenhuma de me chatear. Não me parece que esta relação vá durar, não me parece mesmo...
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Cenas
A realidade é que sou uma miúda como as outras. Nem sempre me sinto assim, há alturas em que me sinto a rainha do universo e outras em que me sinto a lama dos poços. Há alturas em que o mundo é lindo, e alturas em que odeio o mundo.
Basicamente neste momento estou a escrever para não me irritar com o Excel, dado que estou a 2minutos de perder tudo o que fiz na ultima hora. Porque não me apetece escrever nada de especial.
Não tenho nada para dizer...ando a sentir mais e a dizer menos (novo exercício). Isso deixa as pessoas nervosas, principalmente as que me conhecem. A mim só me deixa calma e mais calma...ou será que é a pessoa em si que me deixa calma, e não o falar menos?
Pois, pois é. Ninguém sabe. Nem os que parece que sabem, sabem. Sentimos e não sabemos, temos medo, caímos nas armadilhas do passado, depois temos coragem e queremos mudar o mundo (o nosso pelo menos). No meio disto sentimos. Há coisas que fazem sentido, há outras que não fazem nenhum. Há quem chame intuição, há quem chame sentir, há quem diga que eu sou simplesmente louca.
Indiferente.
Até a (comum) noção de certo e errado me é indiferente neste momento. Sou toda vontades e sentimentos. Vontade de mudar (de país, de pessoa, de lugar, de trabalho), de andar para a frente, de largar o conhecido, de sentir, de ser eu, de me conhecer.
As coisas que não sei, não sei. Sei que tenho vivido bem, mais que isso, não me importa. Só quero não ter medo dos erros e keep walking...
No matter how long you try to be good, you can't keep a bad girl down.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Motivational #71
...
É assim que estou. Nada do que eu aprendi até hoje me dá pistas sobre o que fazer ou dizer. Nunca me senti assim, não faço ideia... não sei. Não finjo que sei. Não quero achar que sei. Nem sei se quero saber. Se calhar é suposto algumas coisas não sabermos...sentimos, mas não sabemos. Será?
Sei que se evitar o medo, se evitar o olhar para trás (que estou constantemente a fazer e já me irrita), corre tudo melhor. O mundo está tão diferente, porque é que vivo constantemente com medo de fazer os mesmos erros, senão sou a mesma pessoa?
Mas o sentimento de que vai correr tudo bem não me abandona. Isso é bom...
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