domingo, 24 de junho de 2018

Crise de meia idade?

Perdi a cabeça, estou a virar loura.
Quando chegar a Marilyn comunico.

sábado, 23 de junho de 2018

Playlist

Só toca em português nos últimos dias.
Quando mais quero agarrar a minha língua mais ela me foge.
Areia entre os dedos, misturada com a terra que é o inglês.
Coisas que já soam melhor por Shakespeare do que por Camões. Não quero e não sei sequer se tenho escolha.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Anthony, Oh Anthony


Sobre o suicídio do Anthony Bourdain:
Não posso tolerar, nem aceitar, nem perceber, nem perdoar, nem relevar, nem encontrar culpados ou culpadas e nem tão pouco desculpas. Ele matou-se e literalmente tudo o que ele fez morreu.
E para mim ele não deixou nada. Ou melhor, deixou uma filha e uma mãe que tem de explicar a essa criança que ela é tão pouco importante, que o pai tirou a própria vida e não pensou sequer no que isso ia fazer a dela.
E irrita-me porque eu adorava o Anthony. Foi o livro dele o primeiro presente que o meu marido me deu, foi ele que nos fez correr cidades à procura daquele restaurante, foi graças a ele que comi o melhor mil-folhas da minha vida, foi ele que nos fez sonhar no sofá sobre os sítios que íamos (e vamos) ver e toda a questão do suicídio é uma completa estupidez.
E eu sei que a depressão é uma doença real, mas no final das contas feitas, para mim, é só mais um pai que pensou mais nele do que na filha, e isso não consigo aceitar.
Se o desculpar a ele tenho que desculpar a minha mãe também, e quase 14 anos depois (da tentativa falhada), ainda não me sinto preparada para a perdoar. Sinceramente, nem sei se algum dia me irei sentir.
E eu sei que perdoar ou simplesmente aceitar e tirar isto de dentro de mim, só me daria paz. A paz com que vivo diariamente e que durante dias que foi perturbada, simplesmente porque alguém que eu admirava se matou. Mas não consigo. E por isso, o Anthony teve de morrer de vez, não só em sentido literal (óbvio) mas em sentido figurado também.
Não quero saber os porquês, não quero ver os programas, não quero ler os livros, não quero fazer as receitas. Não quero celebra-lo na morte porque já não o acho digno de admiração.
Claro que vejo a minha própria injustiça nestas palavras e por isso, o facto dele ser de alguma maneira imortal, sossega-me. Posso um dia mudar de ideia e ele ainda vai lá estar em toda a sua genialidade, a mostrar-me o mundo e a atiçar em mim a vontade (continuamente latente) de por a mochila as costas e ir conhecer o mundo. Mas esse dia ainda não vai ser hoje...

Aborrecimentos

Esta sensação de não saber bem o que é, mas ser alguma coisa, não me larga. Um aborrecimento latente derivado a uma agenda estruturada, um dia após o outro. Tudo pensado, tudo organizado.
A ironia de ser exactamente esta organização que me permite ter tempo para estar aborrecida e ter ao mesmo tempo este doce amargo na boca.
Preciso de algum espaço controlado para o imprevisto. Preciso de criar alguma coisa, trabalhar na minha criatividade, deixar o meu outro lado solto no sitio onde ele deve ser solto, e não somente à solta.
Preciso de não me descuidar do meu lado direito, de lhe dar espaço e não tentar afoga-lo em agendas organizadas e dias estruturados, mas por estes dias, o meu trabalho é estruturar. É nisso que eu sou boa. Dar uma direcção aos outros, indicar-lhes o caminho e faze-los chegar onde eles nunca pensaram antes ser possivel.
E quanto mais eu organizo, mais o outro lado gritar. Mais as minhas asas se agitam contra a gaiola, mais o espartilho me aperta, e mais aborrecida eu fico.
A solução é escrever, pintar, inventar, criar e dar algum espaço para o imprevisto. A solução é começar a escolher o destino das férias, ansiar por sexta feira porque o fim de semana vai ser diferente, ter conversas imprevistas com amigos e não deixar o outro lado tão frustrado que o leve a fazer coisas parvas. Deus sabe como o meu outro lado gosta de saltar para o desconhecido, rir-se face ao perigo, ter comportamentos irracionais e agir estupidamente andando em círculos sem nexo só para sentir que não está no mesmo sitio.
Por isso vamos dar-lhe o que ele precisa antes que ele venha e tire. Maldito cérebro.

sábado, 9 de junho de 2018

Mother´s life

Assim que me sento com o portátil á frente e penso "vou escrever", ele acorda.
Voltarei mais tarde. Tenho a cabeça a fervilhar!!

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Das coisas que eu ouço

"If you can bite, you generally don't have to".
Jordan B. Peterson

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Guilty Pleasures



O que fazer, sem ser admitir?
Guilty pleaseures não se explicam...

terça-feira, 5 de junho de 2018

Funfacts of the day

I write.
Disse-o aos meus colegas, convictamente.
A verdade é que, não obstante o tempo que estou sem escrever, na minha cabeça há sempre um novo texto a surgir.
Palavras pensadas e não escritas. Pensamentos, segredos, tudo o que não digo. Banalidades e coisas superficiais. Pequenos mal-dizeres do dia-a-dia e grandes elogios.
Estou sempre a escrever. Nem sempre tenho é papel.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Morning

O impacto que um bom acordar tem no dia de uma pessoa é extraordinário!
Oh happy day!!

sábado, 20 de janeiro de 2018

If you ask me, I am ready.

Com a intensidade com que eu vivi até aos 28, posso dizer com certeza, se alguém com mais poder que eu, não me tivesse protegido em pelo menos uma dúzia de ocasiões, eu teria embatido violentamente contra as rochas.
Todas as vezes que perguntei “porque não?”, que roguei pragas ao destino e culpei a sorte, vejo agora fui apenas abençoada e protegida.
Se tivesse vivido certas coisas (ainda mais do que vivi), tinha-me desfeito, queimado de dentro para fora, quebrado para lá de conserto e hoje não seria a pessoa que sou.
Vejo-os aos dois a dormir ao bem lado, e só com muita benção é que poderia ter o que tenho hoje. 
Olho para trás, a música normalmente leva-me ao passado, e passo em revista certos acontecimento, momentos de viragem, decisões que pareceram na altura tão pequenas mas que inviabilizaram algumas estradas, cortaram, interromperam. Tudo eu! Todas as vezes que disse e jurei que era a última, foram glutões de força para a última a sério. E quando cortei não cortei só, rasguei, amachuquei e deitei fora. Uma coisa é certa, quando corto, é de vez, sem retorno, como senão tivesse existido jamais.
Esta minha capacidade de corte arrepia-me, mesmo que ache numa destas minhas visitas ao passado que fiz mal, não volto para trás, não dou o braço a torcer, não me arrependo sequer. 33 anos e continuo a ter apenas um arrependimento na vida, que passei muitos anos a tentar compensa-lo, mas infelizmente há dias que não voltam. 
Há coisas que sem dúvida faria diferente, mas mesmo essas foram perfeitas, peças para me tornar no que sou hoje.
E quando tiro estes pensamentos do meu sistema deixo de ter o que escrever, a paz retorna.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Férias

A sonhar com férias e com um trabalho importantíssimo para entregar antes disso.

Adivinhem?

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

11/365

Sem tempo para respirar!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

10/365

Voltar a rotina deixa-me feliz.

Quando era mais nova achava que a rotina era aborrecida, todos dias iguais e sem piadinha nenhuma. Hoje em dia a rotina é o que me permite fazer tudo o que tenho para fazer. A rotina coordena-me, orienta-me, dá-me tempo, facilita.
Claro que para dias e dias de rotina, há depois as férias no horizonte. Duas semanas de plena não-rotina para apimentar a vida. E claro, há também os inesperados, as coisas que fazemos porque nos apetece e "que se lixe".

E se antes a rotina já era importante, hoje em dia com o M. é ainda mais. Para ele é o melhor que há, saber que depois desta atividade vem aquela e que na hora certa vai dormir e comer. Há uma calma na rotina.
A vida é boa na mesma, é só mais organizada.


Sobre o meu trabalho


9/365

Tentar cumprir as resoluções de ano novo é difícil!!!

Mas até agora tenho conseguido mais ou menos.
Doces foram apenas duas vezes, uma por educação e outra porque era o aniversario do N.
Escrever...nem sempre me lembro. Ou melhor, lembro-me na minha cabeça mas senão escrevo logo é uma desgraça.
Horário novo para o ginásio, isto é de manha antes de vir trabalhar, foi o primeiro dia hoje. E aconteceu. Atrasada, a correr, em stress, mas aconteceu!

Vamos ver. Insiste, insiste e não desiste.