Esta sensação de não saber bem o que é, mas ser alguma coisa, não me larga. Um aborrecimento latente derivado a uma agenda estruturada, um dia após o outro. Tudo pensado, tudo organizado.
A ironia de ser exactamente esta organização que me permite ter tempo para estar aborrecida e ter ao mesmo tempo este doce amargo na boca.
Preciso de algum espaço controlado para o imprevisto. Preciso de criar alguma coisa, trabalhar na minha criatividade, deixar o meu outro lado solto no sitio onde ele deve ser solto, e não somente à solta.
Preciso de não me descuidar do meu lado direito, de lhe dar espaço e não tentar afoga-lo em agendas organizadas e dias estruturados, mas por estes dias, o meu trabalho é estruturar. É nisso que eu sou boa. Dar uma direcção aos outros, indicar-lhes o caminho e faze-los chegar onde eles nunca pensaram antes ser possivel.
E quanto mais eu organizo, mais o outro lado gritar. Mais as minhas asas se agitam contra a gaiola, mais o espartilho me aperta, e mais aborrecida eu fico.
A solução é escrever, pintar, inventar, criar e dar algum espaço para o imprevisto. A solução é começar a escolher o destino das férias, ansiar por sexta feira porque o fim de semana vai ser diferente, ter conversas imprevistas com amigos e não deixar o outro lado tão frustrado que o leve a fazer coisas parvas. Deus sabe como o meu outro lado gosta de saltar para o desconhecido, rir-se face ao perigo, ter comportamentos irracionais e agir estupidamente andando em círculos sem nexo só para sentir que não está no mesmo sitio.
Por isso vamos dar-lhe o que ele precisa antes que ele venha e tire. Maldito cérebro.
Quanto mais acreditarmos que somos felizes venha o que vier, menos nos preocupamos com o que há-de vir.
sexta-feira, 22 de junho de 2018
sábado, 9 de junho de 2018
Mother´s life
Assim que me sento com o portátil á frente e penso "vou escrever", ele acorda.
Voltarei mais tarde. Tenho a cabeça a fervilhar!!
Voltarei mais tarde. Tenho a cabeça a fervilhar!!
sexta-feira, 8 de junho de 2018
quinta-feira, 7 de junho de 2018
terça-feira, 5 de junho de 2018
Funfacts of the day
I write.
Disse-o aos meus colegas, convictamente.
A verdade é que, não obstante o tempo que estou sem escrever, na minha cabeça há sempre um novo texto a surgir.
Palavras pensadas e não escritas. Pensamentos, segredos, tudo o que não digo. Banalidades e coisas superficiais. Pequenos mal-dizeres do dia-a-dia e grandes elogios.
Estou sempre a escrever. Nem sempre tenho é papel.
Disse-o aos meus colegas, convictamente.
A verdade é que, não obstante o tempo que estou sem escrever, na minha cabeça há sempre um novo texto a surgir.
Palavras pensadas e não escritas. Pensamentos, segredos, tudo o que não digo. Banalidades e coisas superficiais. Pequenos mal-dizeres do dia-a-dia e grandes elogios.
Estou sempre a escrever. Nem sempre tenho é papel.
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
sábado, 20 de janeiro de 2018
If you ask me, I am ready.
Com a intensidade com que eu vivi até aos 28, posso dizer com certeza, se alguém com mais poder que eu, não me tivesse protegido em pelo menos uma dúzia de ocasiões, eu teria embatido violentamente contra as rochas.
Todas as vezes que perguntei “porque não?”, que roguei pragas ao destino e culpei a sorte, vejo agora fui apenas abençoada e protegida.
Se tivesse vivido certas coisas (ainda mais do que vivi), tinha-me desfeito, queimado de dentro para fora, quebrado para lá de conserto e hoje não seria a pessoa que sou.
Vejo-os aos dois a dormir ao bem lado, e só com muita benção é que poderia ter o que tenho hoje.
Olho para trás, a música normalmente leva-me ao passado, e passo em revista certos acontecimento, momentos de viragem, decisões que pareceram na altura tão pequenas mas que inviabilizaram algumas estradas, cortaram, interromperam. Tudo eu! Todas as vezes que disse e jurei que era a última, foram glutões de força para a última a sério. E quando cortei não cortei só, rasguei, amachuquei e deitei fora. Uma coisa é certa, quando corto, é de vez, sem retorno, como senão tivesse existido jamais.
Esta minha capacidade de corte arrepia-me, mesmo que ache numa destas minhas visitas ao passado que fiz mal, não volto para trás, não dou o braço a torcer, não me arrependo sequer. 33 anos e continuo a ter apenas um arrependimento na vida, que passei muitos anos a tentar compensa-lo, mas infelizmente há dias que não voltam.
Há coisas que sem dúvida faria diferente, mas mesmo essas foram perfeitas, peças para me tornar no que sou hoje.
E quando tiro estes pensamentos do meu sistema deixo de ter o que escrever, a paz retorna.
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
10/365
Voltar a rotina deixa-me feliz.
Quando era mais nova achava que a rotina era aborrecida, todos dias iguais e sem piadinha nenhuma. Hoje em dia a rotina é o que me permite fazer tudo o que tenho para fazer. A rotina coordena-me, orienta-me, dá-me tempo, facilita.
Claro que para dias e dias de rotina, há depois as férias no horizonte. Duas semanas de plena não-rotina para apimentar a vida. E claro, há também os inesperados, as coisas que fazemos porque nos apetece e "que se lixe".
E se antes a rotina já era importante, hoje em dia com o M. é ainda mais. Para ele é o melhor que há, saber que depois desta atividade vem aquela e que na hora certa vai dormir e comer. Há uma calma na rotina.
A vida é boa na mesma, é só mais organizada.
Quando era mais nova achava que a rotina era aborrecida, todos dias iguais e sem piadinha nenhuma. Hoje em dia a rotina é o que me permite fazer tudo o que tenho para fazer. A rotina coordena-me, orienta-me, dá-me tempo, facilita.
Claro que para dias e dias de rotina, há depois as férias no horizonte. Duas semanas de plena não-rotina para apimentar a vida. E claro, há também os inesperados, as coisas que fazemos porque nos apetece e "que se lixe".
E se antes a rotina já era importante, hoje em dia com o M. é ainda mais. Para ele é o melhor que há, saber que depois desta atividade vem aquela e que na hora certa vai dormir e comer. Há uma calma na rotina.
A vida é boa na mesma, é só mais organizada.
9/365
Tentar cumprir as resoluções de ano novo é difícil!!!
Mas até agora tenho conseguido mais ou menos.
Doces foram apenas duas vezes, uma por educação e outra porque era o aniversario do N.
Escrever...nem sempre me lembro. Ou melhor, lembro-me na minha cabeça mas senão escrevo logo é uma desgraça.
Horário novo para o ginásio, isto é de manha antes de vir trabalhar, foi o primeiro dia hoje. E aconteceu. Atrasada, a correr, em stress, mas aconteceu!
Vamos ver. Insiste, insiste e não desiste.
Mas até agora tenho conseguido mais ou menos.
Doces foram apenas duas vezes, uma por educação e outra porque era o aniversario do N.
Escrever...nem sempre me lembro. Ou melhor, lembro-me na minha cabeça mas senão escrevo logo é uma desgraça.
Horário novo para o ginásio, isto é de manha antes de vir trabalhar, foi o primeiro dia hoje. E aconteceu. Atrasada, a correr, em stress, mas aconteceu!
Vamos ver. Insiste, insiste e não desiste.
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
Homo Sapiens
Uma pequena historia sobre quase tudo.
Para quem quer cultura geral, é um sonho tornado realidade. Se se for pesquisando á medida que se vai lendo, aumenta-se conhecimento em catadupa.
Não consegui ler em Português, coisa que atualmente prefiro, mas valeu na mesma. Demorei só 6 meses para o acabar. Em minha defesa digo que foram 6 meses muito ocupados com livros de bebés e poucas horas livres, por isso tenho uma desculpa.
Assim que der um bocado de vazão á minha atual lista de livros quero ler o novo dele, Homo Deus. Diz quem leu que também vale muito a pena.
Para quem quer cultura geral, é um sonho tornado realidade. Se se for pesquisando á medida que se vai lendo, aumenta-se conhecimento em catadupa.
Não consegui ler em Português, coisa que atualmente prefiro, mas valeu na mesma. Demorei só 6 meses para o acabar. Em minha defesa digo que foram 6 meses muito ocupados com livros de bebés e poucas horas livres, por isso tenho uma desculpa.
Assim que der um bocado de vazão á minha atual lista de livros quero ler o novo dele, Homo Deus. Diz quem leu que também vale muito a pena.
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
8/365
Trabalhar de casa é uma das melhores invenções da história e uma das razões porque eu gosto tanto to meu trabalho.
Ter liberdade de entrar e sair quando quero, trabalhar de casa um dia ou dois por semana, não ter de trabalhar depois das 17h e não ter ninguém a controlar horários, faz com que eu trabalhe muito mais e muito mais motivada. Não interessa quantas horas estou no escritório, interessa a qualidade do trabalho que apresento, o cumprimento dos prazos, a responsabilidade que tenho e o trabalho em equipa.
Tão diferente do que acontecia em Portugal que às vezes nem acredito que já trabalhei dias a fio durante mais de 12h, incluindo fins de semana e feriados e ainda por cima por meia dúzia de tostões.
“É assim a vida”, “aguenta-te” ou “se não fizeres há quem faça”, são algumas das expressões que ouvi das mais variadissimas pessoas. Mas quando mais envelheço mais acho uma barbaridade o mercado de trabalho em Portugal.
Chegar a casa as 20h, depois de um transito infernal, fazer jantar, cuidar dos filhos e deita-los. Cair na cama as 0h, podre para acordar no dia seguinte as 7h da manhã e começar tudo outra vez!!
Não entendo porque é que temos a cultura do viver no escritório, do estar lá a marcar presença, dos almoços intermináveis, dos chefes controladores e das reuniões a começar as 18h...não entendo! Não faz sentido!
Viver só para o trabalho não faz sentido.
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