domingo, 10 de outubro de 2010

Quotes #29

Eu só gostava de saber porque é que eu sinto isto assim!
(Aceita-se qualquer razão que não passe por eu ser parva, estúpida, idiota ou maluca)

sábado, 9 de outubro de 2010

Ladies Night

De saida para a ramboia.
Era tão bonito que parasse de chover!

Criatividade #2


Olho para ti e não sei já há quantos anos entraste na minha vida. Quando é que eu te deixei entrar? Quando é que quiseste ficar? Como é que de repente construimos isto tudo juntos?

Sentada do alto da varanda do nosso quarto na cadeira de baloiço da minha avó, agarrada à minha barriga gigante, vejo-os a brincar na piscina e a saltarem do escorrega...exactamente as mesmas brincadeiras que eu fazia em miúda. Como é que os fizemos tão bonitos?

Ouço os teus passos vagarosos a subirem as escadas de mármore, um a um. Como sempre acontece quando sinto que te vou ver (mesmo depois destes anos todos) o meu coração dá um solavanco. Já não pára como antigamente acontecia (acho que isso é normal), no entanto, existe sempre este descompasso, ele sabe sempre que vais aparecer, mesmo que eu ainda não te tenha visto. Deve ser o teu cheiro. Tens um cheiro maravilhoso que me intoxica, característico e que só encontro em ti e nas coisas que tu tocas, em mais lado nenhum. Acredita, eu procurei mil vezes enquanto namorámos (achei durante meses que era o amaciador da roupa que a tua mãe usava) e outras tantas, nas vezes em que nos deixámos "para sempre", durante poucas semanas ou dias.

Entraste agora no corredor de madeira, o teu cheiro vem misturado com o dos livros antigos, aqueles de capa de pele que eu já li um por um, e que agora abro só pelo prazer de reler as passagens marcadas a lápis. Como é que eu consigo gostar tanto de ti? Não é possível isto ser normal. Por outro lado, eu nunca fui normal...e nem tu. O meu pai, do alto da sua sensatez (cada vez maior com a idade), diz que um dia este amor ainda vai acabar comigo, que quando olhamos um para o outro o mundo pára, e que não pode ser! Para ele um amor assim nunca pode ser, ele nunca entendeu porque é que eu esperava por ti, ainda antes de te conhecer, a procurar-te incansavelmente em todos os errados que passaram.

Abriste a porta do quarto, o teu cheiro entra agora em catadupa por todos os poros do meu corpo e eu sorriu-me sem tu veres. Estou a ver os miúdos! Sei que me vais abraçar e por as mãos na minha barriga assim que chegares perto e que ele se vai mexer com o calor das tuas mãos...sempre quentes. Afinal, está dentro de mim, sente mais de perto todas as coisas que eu sinto por ti e que não sei enumerar. Às vezes dou por mim a arranjar motivos para o tamanho deste gostar. Claro que além das coisas óbvias, como tu seres o melhor pai que eu podia ter dado aos meu filhos, há o resto, o resto que eu não consigo exactamente explicar. Não há porquês definidos, razões especificas, check lists. Há só o teu maravilhoso conjunto de defeitos e qualidades, equilíbrio perfeito entre o que me desespera e encanta. Há a maneira como nos adaptamos um ao outro, o encaixe quase cósmico do teu corpo no meu, o sermos piores pessoas quando estamos separados em oposição das sinergias múltiplas quando estamos juntos.

Já estás aqui. Finjo que não dei por ti, que não te senti, mas a minha pele arrepia-se ainda antes de me tocares e trai a minha aparente indiferença. Mesmo quando eu não quero mostrar o meu corpo teimoso faz-me isto...acho mal e não tenho como evitar ou dizer-lhe para se comportar.

Os miúdos continuam a brincar, indiferentes ao sol que desce rapidamente. Acho que já sei como é que os fizemos tão bonitos...são nossos!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Viagens noutros blogs #8

"Nem tudo na vida faz sentido ou tem respostas lógicas. A bem da sanidade mental, há que aceitar o absurdo."

http://horas-perdidas.blogspot.com/2010/10/estava-calor.html

Acreditem...quando mais depressa o aceitarmos mais felizes somos.

TPM agressiva

Agressiva porque eu estou prestes a agredir fisicamente alguém.
Ou pelo menos nos meus sonhos sim. E tão bom que era...

Tão, tão bom!

Hoje é esperar que passe as hormonas descontroladas a pipocar cada uma para seu lado se controlem e que aumente o tamanho do meu rastilho (está com 2cm e a diminuir a cada minuto que passa).
Precisava de fazer alguma coisa que eu gostasse muito muito à hora de almoço, para a tarde me correr bem...mas não sei o quê porque...NÃO ME APETECE FAZER NADA NEM ESTAR COM NINGUÉM!!!!

Que giro que isto está!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Alanis


IC19 cortada, caos, 1.20h para chegar a Lisboa, muito tempo dentro do carro= Rádio Comercial.

Faz 15 anos desde que o Jagged Little Pill da Alanis Morissette foi lançado.
Sei as músicas todas, é o que eu vos posso de dizer. E de todas claro que veio o Ironic.

O Ironic foi a música de uma época da minha vida. Foi a música que me fez encolher os ombros em tom de c'est la vie, que me fez rir e que me fez chorar, que durou bastante tempo e ultrapassou comigo muitas coisas.
Hoje quando a vinha a ouvir, só me pude rir comigo mesma porque de facto senão fosse algo trágico era cómico (mas como acho que já paguei as minhas dividas em lágrimas, já chega).
"It's like meeting the man of my dreams and then meeting it's beautiful wife. Isn't it ironic, don't you think?". Mais ironico ainda é pensar duas vezes numa vida (com anos de diferença) que, o mesmo homem, pode ser o homem da nossa vida, e ele não ser...das duas vezes...

Ontem


Ontem foi uma confusão.
Ontem foi a crise a cair-me em cima a toda força.
Ontem foi não saber com que dinheiro chego ao final do mês, foi perceber que não vou conseguir poupar o suficiente para fazer a minha viagem para o ano, mesmo que chegue ao final do mês.
Ontem foi mais uma vez confirmar e agradecer à mesma pessoa o facto de nunca estar cá com uma palavra querida e em compensação saber que há outras que estão, sempre.
Ontem foi passar o dia a fazer contas e nunca chegar a lado nenhum.
Ontem foi ontem.

Hoje já me ambientei ao ciclone e já estou a fazer os preparativos necessários para as coisas darem. E melhor, já estar entusiasmada com a mudança!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Diferenças

Há diferença, e muita!

Entre dizer as coisas com o coração na boca, com a certeza absoluta que é aquilo que sentimos, é aquela pessoa que queremos e mais ninguém, esperando ansiosamente uma resposta que esteja de acordo com as nossas expectativas, ou dizer as coisas porque sim, porque foi assim que sentimos durante muito tempo e ainda não sabemos se continuamos a sentir ou não.

Não sei se toda gente repara nesta diferença, eu reparo.
Mas continuo sem saber o que ela significa.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A treva de hoje


O dia chegou finalmente ao fim. Desde que acordei que estou a desejar que ele acabe.

A minha vida é pesada, intensa, difícil, sempre foi. Trago pessoas na mochila, que já cá estão e que são minha responsabilidade e vão ser sempre. A maioria dos dias eu sou só uma pós adolescente (ainda não me considero adulta, desculpem) normal, que trabalha, sai com os amigos e está com a família. Mas depois há os dias em que eu sou uma pessoa diferente, em que tenho de fazer de mãe de todos, tratar de coisas e resolver assuntos que os meus amigos não tem.

Nesses dias eu ponho a minha pose fria e impenetrável. Não choro, não falo, não sinto - pelo menos até estar tudo resolvido e toda gente bem outra vez. Hoje foi um desses dias, com apenas uma diferença, hoje pela primeira vez eu gostava de ter alguém a minha espera quando chegasse a casa. Alguém só para me pegar ao colo e me dizer que está tudo bem e que vai ficar tudo bem (mesmo que seja mentira), para me deixar chorar o que eu contive o dia inteiro e ficar a dar-me festinhas em silencio. Acho que nunca tinha sentido esta necessidade tão real como hoje... I'm getting soft...

Claro que o meu pai está sempre aqui, como um pêndulo a dar-me equilíbrio. A dizer-me o que eu devo fazer na hora certa, quando eu fico tão atónita que parece que estou a olhar para as situações de cima e só me apetece fechar os olhos e que tudo desapareça à minha volta.
O meu pai vai ter de viver para sempre, eu não consigo fazer isto sem ele.

domingo, 3 de outubro de 2010

...

Photo by François Duhamel

I fell it different. I just don't know what it means, yet!

Viagens noutros blogs #7

"A criatividade não é uma qualidade. Não é genético nem sequer se adquire ao bater com a cabeça num móvel. A criatividade é o resultado da solidão, do entretenimento a sós (poupem-me as piada porcas agora) onde não há nada a não ser a música e a imaginação. Livros e noites estreladas onde se fumam cigarros à janela enquanto se imaginam cenários alternativos. A criatividade é também a defesa para o mundo real, a criação de histórias completamente ao lado do que se está a viver e onde o universo funciona comme il faut. Sorte a dos que não tiveram que passar noites a fio entre insónias e livros, cigarros e "oceano pacifico". Sorte a que tiveram que as passar. Pena das que não sabem que criatividade não é genética nem qualidade. É só o resultado da solidão."

http://100filtrosnemnada.blogspot.com/2010/10/nao-e-para-qualquer-um.html

sábado, 2 de outubro de 2010

Criatividade


Entro pelo teu quarto a dentro sem te avisar. Não de maneira silenciosa como sempre faço, tipo gata em pezinhos de lã para te apanhar desprevenido e te beijar num lado qualquer, não. Entro alucinada, de forma intempestiva, desnorteada...literalmente passada da cabeça.

"Estou farta disto" digo-te eu. Encolhes os ombros a jeito de "o que e que queres que eu faça agora?". Passo-me ainda mais. Apetece-me abanar-te e gritar-te sem parar até te decidires, bater-te até perceberes, até admitires qualquer coisa que eu não sei o quê!

Admite porra. De uma vez por todas, resolve o que queres. Não é assim tão difícil, já não temos 15 anos.

Da minha instabilidade, que eu nunca sei se tu entendes ou não completamente o motivo, percebes apenas que tens de fazer alguma coisa que me acalme, senão isto hoje vai descambar. Falas do ar, da cor azul do céu, da música que sai do teu computador e de 450 mil coisas sem importância que te passem pela cabeça na altura. Eu tento não te seguir mas quando dou por mim já me perdi no porque de estar aqui. E tu ganhas 1-0.
Calas-te subitamente (percebes que já estás a conseguir), viras a cabeça de lado e olhas para mim com cara de puto. 2-0. Agarras-me a mão e puxas-me para ti para me fazeres calar de vez, quando eu falo já freneticamente sem nexo, sem concentração, sem saber o que digo. 3-0 game over.

Continuo irritada, passada, desnorteada. Continuo e vou continuar porque não consigo sair nem parar. Mas baixo os braços, perco a força e rendo-me, rendo-me a ti e a tudo neste momento. Olhas para mim desta maneira e eu faço aquilo que tu quiseres, a sério, tudo, porque assim já não consigo lutar, afastar-te ou pedir-te para desapareceres, não consigo! As ordens que dou ao meu cérebro perdem-se a meio caminho antes de chegar aos membros, ali pelo centro do corpo trocam-lhes as voltas sem eu controlar como.

Eu sei o que tinha para te dizer, sei que me devia ir embora e nunca mais olhar para ti nem desta maneira, nem de maneira nenhuma, que não te devia deixar fazer isto mais uma vez, pela milionésima vez, mas...talvez outro dia.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Pequenos momentos

Nos pequenos momentos em que ela ainda se permite dizer a verdade é assim:
"Queria enroscar-me nele. Só e apenas, deitar a minha cabeça no peito dele e ficar ali, a fazer-lhe festinhas no braço até adormecer."

Começam a ser raros estes momentos.

Quote #28


Sou de luas...tem dias...

Eat Pray Love


Podia dizer tanta coisa sobre o filme que nem sei por onde começar. Alias sei, começo por dizer que não vou dizer nada, até ler o livro. Prefiro sempre os livros aos filmes...call me old fashion.

Acredito que nada acontece por acaso, que às vezes só precisamos de equilíbrio e ponderação, calma com nós mesmos, aceitação. Acho que, tal como eu (nesta fase da minha vida), milhões de pessoas se reveram no livro (e agora no filme) - muito provavelmente foi essa a razão do sucesso. O que é certo, e sabendo que nos filmes tudo é dourado, é a mensagem que passa...e essa passou, tocou e fez-me bem.

A melhor parte do filme? Quando ela, depois de tudo o que passou e já no final da viagem, volta a ver-se com um homem que é o típico, aquele género por quem ela cai sempre, e ele lhe estende a mão para ela ir com ele. Ela pára, olha para ele (nu) e diz: "I fell in love with you at 15, I fell in love with you again 6 months ago...I think I'm gonna leave now."

A mudança está eminente. Senti ontem antes de me deitar, continuo a sentir hoje.