quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Quote #27


It's inspiring.

Preferidos:
- Do what you love, and do it often;
- If you don't like something, change it;
- Stop over analysing, life is simple;
- Open your mind, arms, and heart to new things and people;
- Travel often;
- Getting lost will help you find yourself;
- Life is about the people you meet, and the things you create with them so go out and star creating;

Mario Testino @ Thyssen


Eu vou!!

Ainda sobre os lugares fechados

Pensei sobre o assunto ontem e hoje voltei a pensar.

Eu esqueço-me que as pessoas me magoaram. Tenho um mecanismo de defesa qualquer que me faz apagar a quantidade de dor que me infligiram (ou que eu me infligi a mim própria), especialmente se for muita. Tento constantemente aliviar a bagagem que trago fingindo que ela não está lá. E se calhar isso faz parte do problema, quando eu achava que era a solução.

Por exemplo, há um blog de alguém, que não escreve há muito tempo, que eu adoro (o blog e a pessoa). Esse blog, apesar de eu adorar a maneira de escrever da pessoa, magoa-me sempre que eu o leio. Magoa-me porque foi escrito numa altura em que as coisas me tocavam, com um sentido específico, para um alguém que eu sei quem é (e não sou eu), a mostrar sentimentos imensos (não por mim) e isso magoa-me. E perguntam vocês…então B. e o que é que tu fazes?! E eu respondo, eu continuo a lê-lo na mesma (de vez em quando), mas nunca por inteiro. Assim que me começa a doer e que eu me volto a lembrar do que senti, fecho-o e ignoro. Finjo que não sinto, que está tudo bem e que afinal não doeu (e não dói) assim tanto e digo para mim “B. olha o drama, vá get over it”.

Até ontem não achava mal fazer isto, fechar a bagagem má toda num sítio e deitar a chave fora. Pelo contrario, achava que era bom, que era uma pessoa muito melhor por isso, por não fazer o que as pessoas normais fazem sempre que é: magoaste-me uma vez PNP*, não volta a acontecer.
Ontem percebi que, se calhar, tenho vindo a cometer os mesmos erros over and over again porque me esqueço, porque burra, me quero esquecer e esqueço mesmo. Recalco a dor para um lugar qualquer muito fundo, de tal maneira que é como se desaparecesse. E se alguém por ventura me lembra, aquilo dá-me uma picada, e eu abano a cabeça e penso “não penses nisso, não vale a pena”. Mil vezes burra…o triunfo da esperança sobre a experiência…it’s sad. Really.



(*) PNP=Põem-te nas Put**

Sobre as novas medidas de austeridade

Só vou acrescentar que a manta está curta. E com isto quero dizer que, se tapamos os pés destapamos o corpo, e vice-versa... não há medidas que não sejam facas de dois gumes.

Isto está complicado.

P.S: Isto de andar a comprar o Jornal de Negócios tem destas coisas. Ficamos mais conscientes. Se calhar é melhor voltar à Vogue. Sempre ouvi dizer que ignorância é felicidade.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

B's lesson #9

O cumulo de conhecer bem uma pessoa?

Saber quanto é que ela pesa. Sempre.
Quer esteja mais gorda, mais magra ou mais musculada.
Unbelievable...

Viagens noutros blogs #6

Este foi a K. que me deu a conhecer hoje.

"Temos lugares fechados dentro de nós. Lugares que evitamos visitar por, ora lhes conhecermos os cantos de cor e neles conseguirmos passear às escuras, ora por termos medo de abrir as portas que os revelam.
Lugares de memórias e invenções, de medos e de alegrias tristes, lugares onde outrora deixámos a esperança e preserverança, em que receamos entrar par as reaver.
Os lugares fechados são pequenos cofres castanhos espalhados pela alma, entre o peito, ajeitados de forma confusa no meio do coração, da barriga que ficava com borboletas, dos braços e pernas que ainda tremem.
Os lugares fechados, esses quartos escuros de sombras nas paredes, são o passado dorido, um presente medroso, e um futuro desconfiado, onde moram sonhos que foram partidos, recordações dolorosas, anestesiadas, rancores e mágoas que para nosso bem preferimos guardar, esconder. As tais alegrias tristes de saudade que optamos silenciosamente recolher dentro de nós, ainda que a medo de as reviver.
Os lugares fechados ficam cobertos de pó, a cheirar a mofo e perpetuam na densidade do tempo. Raramente são abertos a não ser para ir lá buscar ou olhar algo muito importante, de que nos precisemos lembrar e voltar a fechar.
Às vezes abro todas as portas e arranco as cortinas das janelas dos lugares fechados, deixo que haja uma corrente de ar e tento limpar tudo. É que por muito que por vezes possa doer, tenho medo de lhes perder a chave e o cheiro."

http://asinhasdefrango.blogspot.com/2010/09/lugares-fechados_29.html

Eu pessoalmente não gosto de voltar aos lugares que já fechei. Quando os fecho doí tanto, que quero esquecer-me deles para sempre...
O pior é que talvez seja por isso que acabo por cometer os mesmos erros over and over again. Provavelmente se fosse mais cautelosa, usasse a minha experiência já, a tanto custo, adquirida e arriscasse menos, não me encontraria sempre aqui. No meio desde circulo. Sempre aqui no meio.

QUE DIA!!!


Pesado. Pesado em todos os aspectos e mais alguns.
Correria. Reuniões. Igreja. Argumentação. Tudo.
3 posts deixados a meio...tanta coisa por dizer e tão pouco tempo.

Vou tentar por os meus pés no tapete. Não sei se vou conseguir lutar mas queria. Queria como tudo exorcizar os demónios.
O meu pé ainda não está com o tamanho normal...vamos ver.

Ahhhh...melhor momento do meu dia hoje? Perceber que para a semana trabalha-se menos um dia e faz-se surf mais um!!
She's only happy in the sun.

A 29 de Setembro de todos os anos

Hoje chorei porque percebi que há coisas que já não me lembro: o toque suave dos dedos, o picar do bigode na minha bochecha, os cabelos finos, os traços da cara. Já não me lembro tão bem como antes. Até o cheiro já desapareceu da casa inteira e mesmo dos armários, onde eu tantas vezes pus o nariz para sentir mais um bocadinho, já não resta nada.

Quando disseram o teu nome na missa - como dizem sempre e eu detesto - deu-me o aperto do "nunca mais". Não há maneira de eu recuperar o que já me esqueci, essa é a verdade, e se antes eu me lembrava de cada detalhe nitidamente, agora já não consigo.
Agora só consigo lembrar-me do que eu sentida com o sorriso complacente e o olhar bondoso. Das poucas palavras de carinho acompanhadas de enormes gestos, das historias contadas com tom juvenil, dos passeios, dos ralhetes, da aprendizagem constante sobre qualquer tema que fosse.
Hoje passei o dia a passar em revisão os nossos Verões na quinta, as semanas em Monfortinho, os sítios específicos onde o encontrava a dormitar (é que o meu avô dormitava sempre), e tenho medo de me esquecer. Não quero que isso aconteça, mas o tempo tem destas coisas, faz os fragmentos de memória perderem-se no espaço.

Não é por ser só hoje. Mas no dia 29 doí sempre mais. Doí por mim e pelos outros, aqueles que sabem tão bem quanto eu que, se ele ainda estivesse aqui, as coisas eram todas diferentes.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Quotes #26


É...diz que sim, que é assim...
Keep walking, Johnnie Walker.

Pois...não sei!


Não tenho nada para dizer.
Não se passa nada.

Só tenho trabalho e passei 5h em frente à televisão de perna estendida ontem. Estou entediada. Apetece-me ir embora.
Vai ser daquelas tardes em que, apesar de estar a trabalhar, sinto que isto* não faz sentido literalmente nenhum. Que me falta alguma coisa que eu não sei o quê. Que quero qualquer coisa que não sei o quê. Que não me apetece carne nem peixe e nem sei o que é que me apetece. Uma falta de propósito e de alegria geral...odeio.

Detesto estar a sentir isto, este errado sem saber por onde é o certo.
Não há nada que me satisfaça hoje. Ou por outra, haver há, mas está longe...tão longe que dói.


(*) Isto diga-se a minha vida no geral.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

B.

Blair: I don't love you anymore. But it takes more than even you to destroy a Blair Waldorf.
Chuck: It wouldn't be easier if I never come back?
Blair: That's true but, it wouldn't be my world without you in it.


Acho que não

Agora não está 2 vezes o tamanho normal, está 3...
Tenho um pé mutante!

Quando a miuda acha que sabe...

...é assim! Porque mesmo que não saiba vai la tentar para ver como é...
Pois claro que a miúda sou eu, e ontem estive 3h dentro de água a fazer surf (ou a tentar pelo menos). Claro também que, a primeira vez que caí magoei o pé e, obviamente, ignorei uma dor que se tornou insuportável umas 5h depois quando o mesmo pé já estava com duas vezes o seu tamanho original.

Nem seria eu senão ignorasse e achasse que estava tudo óptimo!
B. com uma rotura de ligamentos no joelho diz o mestre "venho treinar na 4a" e vai a conduzir para casa e no dia seguinte para o hospital...um clássico!

Portanto agora estou com o pézinho em cima do caixote do lixo, com um Voltaren em cima e ainda a deliberar se vou treinar hoje ou não. Só porque ontem me mandei a 4 fatias de pizza ao jantar...e era bonito não as deixar aqui a acumular!

Como é que eu deixei?


Era Sábado à noite. Um como tantos outros com excepção de que estávamos em casa a ver um filme já mil vezes visto.
A conversa era leve, sorriamos amigavelmente e tecíamos comentários sobre o enredo, os diálogos ou as actrizes.
Aquela amizade fácil, aquele à vontade que não se paga.
Olho para ela, olho para o filme a terminar e digo qualquer coisa irrelevante sobre a voz mais que sexy do Joaquim de Almeida.

Volto a olhar para ela, ela está aos bocados ou melhor, a tentar agarra-los para eles não se partirem pelo chão fora fazendo um barulho infinito aos vizinhos. Desmanchou-se ali sem eu poder fazer nada para impedir, quando era essa a minha função, era para isso que eu ali estava.
As lágrimas caíam com força sem eu ter tempo para as conter, e quando lhe pergunto o que é que aconteceu no último minuto ela só me responde “Não aguento, sabes. Há alturas em que não aguento as saudades”. Tento em vão estancar aquilo que sai mas, quantos mais panos ponho, mais encharcados eles ficam. Ajudo-a a segurar os bocados e dou-lhe o telemóvel para a mão quando sei que não devia. Sinto-me a passar um grama de coca para a mão de um drogado, mas assim ela acalmará finalmente. É que eu também já não consigo vê-la assim.

Pergunto-me interiormente quando é que isto vai passar? De onde é que nasceu tanta coisa de onde um dia foi vazio? Como é que ela consegue fingir todos os dias que não sente nada, até para mim, que não percebi que aquilo estava a vir. Levo-a para a cama e obrigo-a a deitar-se e a dormir. Sei que amanha vai estar tudo (aparentemente) bem, sei que um dia vai ficar tudo bem, mas agora? Agora agarra-se às pernas e chora tão alto que parece que lhe estão a queimar o coração com um ferro em brasa, e eu que não vi nada disto a chegar!
Como é que eu a deixei chegar aqui? Logo a ela...

sábado, 25 de setembro de 2010

Viagens noutros blogs #5

"Pega no telefone e liga para o escritório, diz-lhes que não vou, conta-lhes que me perdi de amores. Enquanto ligas, eu volto a aninhar-me entre os lençóis brancos e espero que voltes, espero que me envolvas de novo, num abraço apertado, sincero. Hoje não, diz-lhes que me perdi de amores e ainda estou à procura de chão firme para que pare de levitar alguns metros acima do chão. Volta para a cama para que parem os ponteiros dos relógios, para que se suspenda a vida na cidade, as ruas se esvaziem e o silêncio entre aqui, onde seremos mais nós, para nos perdermos em conversas sem sentido, sentidas, vamos trocar palavras bonitas e fazer amor enquanto o sol passa de nascente para poente. Liga para o escritório e diz-lhes que o médico me receitou repouso para que o coração se aguente, que na receita indecifrável está escrito que a cura passa por horas de gargalhadas e afectos. Hoje não. Pega no telefone e liga para o escritório…"

http://sem-avisos.blogspot.com/2010/09/hoje-nao-iii.html