quarta-feira, 7 de julho de 2010

Loja do cidadão


Alguém pode explicar aos senhores do governo, ou seja quem for que trata do assunto, que as lojas do cidadão existentes não são suficientes para a quantidade de pessoas?

Sinceramente acho ridículo as pessoas terem de tirar dias de férias para irem a loja do cidadão! Isso ou perder horas de trabalho onde podiam estar a produzir para, sei lá...aumentar o PIB por exemplo! "Ah e tal mas podes ir depois de saíres do trabalho porque está aberto até as 19.30h"...ai sim?! Hummm, pois... hoje à hora de almoço metade dos serviços mais importantes já não tinha senhas disponíveis...
Portanto, fui lá hoje a hora de almoço tratar de um assunto rápido, e nos próximos 2 dias vou lá estar as 8.30h da manha para tratar de dois assuntos diferentes. How lovely?!
E eu sei que pode parecer que tenho coisas altamente importantes para tratar, mas não...só preciso de mudar a minha morada. E é um bicho de 7 cabeças...
Para mudar no Cartão do Cidadão tenho que ir lá, depois esperar que me enviem um papel para casa (que pode demorar 1 semana, 1 mês ou 1 ano a chegar) e voltar lá!!! Não entendo estas burocracias inúteis, se a minha morada fiscal já é aquela, qual é a duvida?!
Depois vem a saga Carta de Condução, que tem de estar em concordância com o Cartão do Cidadão...vai buscar impressos para preencher, esperar eternidades (tinha 40 pessoas a frente com apenas duas funcionarias a atender!) e pagar....12€ se for só morada e 24€ se for assinatura ou nome...pergunta parva da minha parte com certeza: Se vamos fazer um cartão novo de qualquer maneira não deveria ser sempre 12€? Porque é que alterar o nome é 12€ mais caro que alterar a morada? I wonder...

É por estas e por outras que já me mudei à mais de um ano e ainda não tive paciência para lá ir.

Já para não falar que vou ter de ir fazer um passaporte novo, e a saga continua...

Já estou para por isto aqui há que tempos...


Pessoalmente ADORO estes anúncios.
Não concordo no entanto que seja com a idade que uma pessoa se torna chato...há pessoas bem jovens que são mais chatas do que algumas pessoas de 70 e muitos anos.
Acho que é mais uma questão de educação do que de idade.

Ou então sou só eu a recusar-me a admitir que um dia próximo, porque sou quase (há quem diga que já sou mesmo) adulta, me vou tornar chata! Não quero acreditar nisto...
Óbvio que sei que existem coisas que mudam com a idade, tornamos-nos mais maduros, mais responsáveis, temos que cuidar de outros e de nós mesmo, começamos a recear coisas que antes ignorávamos por completo...acho um percurso lógico, todos temos de ir por ai senão acabamos por ficar com síndrome de Peter Pan*.

Mas duvido que algum dia me torne chata, que dê importância ao que os outros digam ou pensem de mim e que me reja por normais de conduta pré-estabelecidas. Duvido que algum dia seja uma pessoa normal. Nunca me senti normal até hoje. E se houve alturas em que isso me tornava infeliz, agora gosto de ser diferente, ou melhor aprendi a gostar. Depois de vários anos de infância a tentar ser uma coisa que não era, a tentar que os outros me vissem de outra maneira, um dia acordei de manhã (mais ou menos aos 14 anos) e decidi: 1) Nunca mais vou mentir sobre nada a ninguém e 2) vou ser da maneira que eu quiser ser.
E a estrada foi difícil, tentem lá ser adolescentes rebeldes com uma família "de bem" (péssima expressão mas não sei como definir de outra maneira) como a minha...
Passei por fases que deixaram os meus pais com os cabelos totalmente em pé. De me vestir toda de preto e branco todos os dias, passei para a fase do não-quero-saber-se-faço-depilação-ou-não-quem-gostar-de-mim-gosta-assim-porque-não-quero-saber-da-opinião-de-ninguém (intratável confesso). Depois passei pela fase Resina. Calças largas, correntes, atacadores de cores berrantes, penteados esquisitos e colares de picos...a minha mãe tinha um mal quando me via sair de casa. E como não à fome sem fartura, passei dessa fase para a fase beta, argolas de estrelas, colares de missangas, sapatos de vela e florescentes, muitas coisas florescentes...enfim...demorei até me encontrar. Quando entrei na faculdade tornei-me finalmente, uma pessoa aparentemente normal.

A questão aqui é...eu sou responsável, quando tenho que ser e porque já tenho idade para o ser (por minha vontade continuava na faculdade a receber mesada). Mas sou, para que ninguém me possa chatear, apontar o dedo, nem dizer nada quando eu quero fazer o que bem me apetece. É tudo um bocado a "lei das compensações". Eu sou responsável por mim, sustento-me, trabalho, cuido das minhas coisas para poder fazer aquilo que quiser, quando quiser.
Espero nunca me considerar chata...porque duvido que algum dia deixe de apreciar um grande McBacon em ressaca com 1L de Coca-Cola, que algum dia deixe de me rir as gargalhadas em publico, de dizer palermices, de dançar até o sol nascer, de gastar uma fortuna porque me apetece apanhar um avião e ir não-sei-para-onde, de fazer loucuras por aqueles que gosto.

Não me estou a ver assim...e sou feliz desta maneira. Acima de tudo temos de ser felizes como somos, seja de que maneira seja.



*Sindrome de Peter Pan: É quando alguém se recusa a crescer. O que a certa altura dá nos nervos aos amigos!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Quote #6


E ontem voltei a ter a prova disto. Senão fosse o D. a acabar com o meu ataque de parvoeira nem sei...

Temos uma amizade tão perfeita que até tenho medo de estragar!

Not yet...


Ainda está na minha mesa de cabeceira.
Não consigo fazer desaparecer a porcaria do chocolate.

Antes de apagar a luz penso que qualquer dia vai apodrecer ali de tanto esperar. A questão é que não sabe exactamente do que é que está a espera...nem ele, nem eu.

Provavelmente está à espera que a minha obstinação passe! Quando os pus à quatro meses atrás em cima da mesa de cabeceira pensei que não ia ser eu a come-los. A minha veia de miúda mimada estava tão proeminente nesse dia que fiz o clássico do "ai é? ai é? Achas que sim, que é isso que queres, mas vais ver que estás enganado"...claro que, com o tempo, e de cada vez que desistia um bocadinho, ia comendo um. Falta o ultimo!

Mas como eu sou apologista que cada um faz as coisas ao ritmo que sente, vou deixando-o lá ficar...até ao dia que me sentir preparada. O máximo que pode acontecer é que quando me decidir finalmente a come-lo ele já tenha apodrecido...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Whatever...


The B. is back!


Eu já sei, já sei...vai passar.

E quando dou por mim estou a tua porta.
Não sei como é que lá fui parar porque conscientemente não queria, juro. E quando percebo o que é que estou a fazer digo a mim mesma que só parei para falar ao telemovel.
Não esta ninguém comigo no carro, mas eu prefiro mentir até a mim mesma, é mais fácil. E de repente parece que voltei tudo atrás outra vez, parece que não estou a fazer o que quero e que me estão a obrigar a manter-me longe...sinto os meus dedos a volta do telemovel e escrevo a mensagem que sei que não te vou mandar.
Porque não posso, porque não adianta, porque não há mais nada para dizer (se houvesse tu já tinhas exigido que eu dissesse).

Respiro fundo, ouço uma música (kissing you-des'ree) e sigo...isto vai passar, e não há ninguém mais obstinado do que eu!
Isto vai passar, vai...ou não me chamo B.

Isto irrita-me...


O meu telemóvel está a tentar por-me maluca!

Porque razão estou eu a receber partes de sms de à duas semanas atrás?! E mesmo que ele tivesse maluco, porque é que tinha de ser exactamente esta a sms que me apareceu aqui?! Alguém me explica?!
Porquê hoje?! Hoje que eu tinha decidido voltar a fazer a minha vida normal e sair daqui directa para o ginásio...

Eu não mereço isto.

I have new dreams now


B.: Se me saísse o Euromilhões comprava a Maçã*!
Pai B.: Porque é que haverias de comprar a Maçã? Tens tantos sítios melhores e mais giros...
B.: Mas nenhum tem a mesma carga sentimental que tem a Maçã, nenhum outro sitio significaria o mesmo.
Pai B.: Tens noção do dinheiro que ias gastar para pôr aquilo operacional outra vez?
B.: Pai, eu disse se ganhasse o Euromilhões, acho que dinheiro não ia ser problema. Comprava a Maça e uma mota, claro. E depois ia ter um cão igual ao Dennis e 4 pastores alemães.
Pai B.: E ias ficar sozinha naquela casa enorme?
B.: Não, claro que não...com o tempo já não ia estar sozinha...digo eu!

Só para dizer que é incrível como os nossos sonhos mudam. Há uns anos atrás o meu sonho passava por fazer uma grande carreira internacional, trabalhar 18h por dia e ter um loft em NY ou um apartamento pequenino no centro de Paris.
Há uns anos atrás eu e 3 amigas escrevíamos um blog chamado "O amor mete nojo" (http://oamormetenojo.blogspot.com/) e tudo o que eu queria era ir-me embora daqui, porque o amor metia mesmo nojo e não servia para nada a não ser para confundir as pessoas. A minha mãe costumava gozar comigo e dizer que eu estava a treinar para robot, acrescentando por diversas vezes (quando se chateava comigo) que eu era tão fria e insensível que ia morrer sozinha numa ilha deserta.

Mas eu mudei. Continuo a querer conhecer o mundo, mas já não me quero ir embora de vez. Já não quero não ter nada que me prenda, pelo contrário, cada vez mais tenho coisas que me prendem aqui e cada vez me importo menos com isso. Há uns meses surgiu uma hipótese de ir trabalhar para Londres, e quando começou a ficar real o frio na barriga era mais que muito...o deixar a minha rotina aqui, pensar como ia sobreviver dificilmente sem algumas pessoas, a minha casa, os meus amigos, a minha família e principalmente os meus irmãos. Só o pensar custou-me imenso. Não é que, se surgisse a oportunidade eu não fosse tentar, porque ia, eu sei...simplesmente já não é tudo o que eu mais quero!! I have new dreams now...



*Maçã é a quinta onde passei grande parte a minha infância e adolescência, todos os Verões, praticamente todos os fins-de-semana, natais...enfim...era o sitio preferido do meu avô!


P.S: Será que adivinham qual das 4 autoras do meu ex-blog eu era? Digo só que não sou a "a culpa não é tua, é minha".

domingo, 4 de julho de 2010

Come closer...


"I don't love you anymore. Goodbye."
Como é que ela sabia?!

sábado, 3 de julho de 2010

Quotes #5


Eu achei mesmo que não ia conseguir. Pensei que ia vacilar, que era impossível, que mais dia menos dia por qualquer razão ia voltar atrás e dizer que não queria dizer o que disse.

É verdade. Não queria. Mas disse.

E disse por alguma razão, razão essa que fica mais nítida todos os dias. Todas as noites que me deito a olhar para o meu telemóvel mudo sei que fiz o que tinha de fazer. Todas as manhas que acordo e volto a olhar para ele, lembro-me que é mais um dia para não voltar atrás, que águas passadas não movem moinhos e que estou melhor. Hoje estou mais forte que ontem e amanha vou estar mais que hoje. E com tempo vou esquecer, vou ficar bem e não vai doer mais.

Mas por enquanto, gostava de não ter razão, gostava de não saber, de não conhecer tão bem e de não ter a certeza absoluta que isto vai ser exactamente da maneira que eu previ que fosse...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Quote #4


Não tenho mais nada a acrescentar. É isto...
E se calhar parar de estar a escrever coisas no blog e acabar a apresentação que é para entregar hoje...era bonitinho!!

Sunny days...

Detesto luz artificial e ar condicionado.
Se fosse eu a mandar juro que os horários eram flexíveis. Preferia 1000x entrar as 6h da manhã e poder sair a hora de almoço do que ficar aqui presa.

Odeio sentir-me presa!! Acho que estou a precisar de férias.
Queria ir para o lugar mais longe que encontrasse, esquecer tudo e todos e dormir, dormir, dormir ao sol e tomar banhos de mar. Era feliz, areia e mar e fazem-me feliz.
Muito fácil de contentar a menina!

A. e D. #3

D.: Sabes...acho que não acabou!
B.: Pára com isso. A. diz-lhe para parar.
D.: Não és diferente de ninguém, não podes achar que isto pára assim, quando tu queres e porque tu queres.
A.: Deixa a miúda em paz.
B.: Isso, deixa-me em paz. Estou a fazer o que acho que é melhor para mim.
D.: Não é só vieres-te embora, os outros também tem coisas a dizer. Só pensas naquilo que tu sentes, és egoísta.
B.: Não, não sou. E aparentemente ninguém tem nada a dizer sobre o assunto.
D.: Achas? Não sei...
B.: Pára com isso! Agora! Não quero ouvir!

Pergunta pertinente depois de publicado o ultimo post...

...quantos anos é que eu tenho?!

Não, e não são 14...

Só mais uma coisa...não sou a única!! (Obrigadaaaa)
Só mais outra coisa, o olhar da foto abaixo não se finge. E nem sequer é de nenhum dos filmes a foto é de uma das estreias.

It was perfect, just perfect!


Lindo. Foi tudo aquilo que eu esperava e mais ainda.

Engana-se quem pensa que vai ter imensa acção, e que é um filme de vampiros sangrentos e bla bla bla. É simplesmente um romance. Um grande romance, daqueles amores épicos que não se esquece.

E não me queiram convencer que eles são só bons actores. É impossível! Eu já vi ambos noutros filmes e confesso que não adorei. Eles estão é apaixonados, for real...
Quem sabe a historia sabe que foi ela que o escolheu antes dele ter sequer feito o casting (é o que dizem as más línguas) ele entrou na sala e ela olhou e disse "é ele". A autora do livro escolheu-a a ela, por achar que era perfeita para o papel e ela escolheu o seu par. Desde o primeiro filme que eles têm qualquer coisa, e isso extrapola as cenas do filme e passa para os espectadores uma sensação de amor incondicional que não se explica pelo simples conceito de "bom actor". Não são os beijos ou as frases que vêm no guião, são os olhares, a maneira como eles se tocam, pequenos detalhes que poucos romances de ficção conseguem imitar.

Deve ser por isso que houve palmas no final (outra vez) e suspiros constantes. Eu confesso que saí de lá com os meus níveis de romance a tocar nos píncaros, só via tudo cor-de-rosa (de amor) e vermelho (de paixão)...LOL...Ok, eu sou uma romântica incurável. Mas o filme é perfeito.
E não é lamecha, não é jogo, não é cliché, é só assim porque sim, porque gostam um do outro e faz sentido. Porque "não podemos estar afastados, eu vou ficar preocupada contigo e tu comigo e vamos ficar mais fracos", porque "eu contigo faço sentido"...

E eu sou oficialmente uma pessoa pouco normal - acabei de comprar bilhetes para ir ver hoje outra vez! Posto isto, não há mais nada que eu possa dizer...